6. O Chamado dos Primeiros Discípulos: A Jornada do Encontro com o Messias (João 1:35)

1. "Eis o Cordeiro de Deus": O Testemunho que Gera Seguidores (João 1:35-37)

A narrativa do Evangelho de João avança com uma cena de transição fundamental, que marca o início da jornada dos primeiros discípulos ao lado de Jesus. No dia seguinte ao seu batismo e ao primeiro testemunho de João Batista, a cena se repete, mas com um desfecho transformador para dois de seus seguidores. O texto bíblico descreve o momento com simplicidade e profundidade:

35 No dia seguinte, João estava outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: — Eis o Cordeiro de Deus! (João 1:35-36)

A declaração de João Batista não é casual. Ao proclamar "Eis o Cordeiro de Deus!", ele utiliza um título carregado de profundo significado teológico, conectando a figura de Jesus diretamente ao sistema sacrificial do Antigo Testamento. A imagem do cordeiro remete ao sacrifício da Páscoa, que livrou os israelitas da escravidão no Egito, e aos sacrifícios diários no Templo, que visavam a expiação dos pecados. Com essa simples frase, João identifica Jesus não apenas como um mestre ou profeta, mas como o sacrifício definitivo e perfeito, Aquele que tira o pecado do mundo, como já havia anunciado anteriormente (João 1:29).

A força desse testemunho é evidenciada pela reação imediata de seus discípulos:

37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isso, seguiram Jesus. (João 1:37)

A reação dos dois discípulos é imediata e decisiva. Eles não hesitam. A palavra de seu mestre, em quem confiavam, é suficiente para que mudem o rumo de suas vidas e comecem a seguir Aquele a quem João apontou. Este momento representa uma transferência de discipulado: a missão de João Batista, de preparar o caminho, se cumpre ao direcionar seus próprios seguidores para o verdadeiro Messias. O texto nos revelará adiante que um desses homens era André, irmão de Simão Pedro. A tradição e muitos estudiosos sugerem que o segundo discípulo, que permanece anônimo, é o próprio autor do evangelho, o apóstolo João, que, por humildade, omite seu próprio nome na narrativa.

Este ato de seguir, impulsionado pela fé no testemunho, dá início ao primeiro diálogo direto entre Jesus e aqueles que se tornariam seus apóstolos, um encontro que começaria com uma pergunta transformadora.


2. "O que vocês estão procurando?": O Diálogo Inicial de Jesus (João 1:38-39)

O ato de seguir a Jesus, motivado pelo testemunho de João, não passa despercebido. Ao perceber que os dois o seguiam, Jesus se volta e inicia o diálogo com uma pergunta que transcende a mera curiosidade, sondando a essência da busca humana:

38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: — O que vocês estão procurando? Eles disseram: — Rabi (que quer dizer “Mestre”), onde o senhor mora? (João 1:38)

A pergunta de Jesus — "O que vocês estão procurando?" — é mais do que uma saudação; é um convite à introspecção. Ele não questiona "Quem vocês procuram?", mas "O que...", investigando as motivações e os anseios mais profundos do coração daqueles homens. Essa mesma pergunta ecoa através dos séculos, confrontando cada pessoa que se aproxima de Cristo: qual é a verdadeira natureza da sua busca? É por cura, por prosperidade, por conhecimento ou por algo mais essencial?

A resposta dos discípulos é igualmente reveladora. Em vez de declararem um objetivo abstrato como "a verdade" ou "a salvação", eles focam na pessoa de Jesus de uma maneira muito prática e relacional: "Rabi, onde o senhor mora?". O desejo deles não é apenas por uma resposta teológica ou um milagre pontual, mas por proximidade, por compartilhar a vida e o espaço com o Mestre. Eles buscam intimidade, um lugar de permanência e aprendizado contínuo.

Jesus, por sua vez, não lhes dá um endereço ou uma resposta teórica, mas um convite à experiência direta, definindo a própria natureza do discipulado:

39 Jesus respondeu: — Venham ver! Então eles foram, viram onde Jesus estava morando e ficaram com ele aquele dia. Eram mais ou menos quatro horas da tarde. (João 1:39)

A resposta "Venham ver!" é um chamado para um relacionamento pessoal. A fé em Cristo não se baseia em teorias distantes, mas em uma experiência vivida e compartilhada. O texto informa que "eram mais ou menos quatro horas da tarde", o que, no cálculo de tempo judaico, seria a décima hora, já no final do dia. Isso sugere que eles não apenas visitaram, mas permaneceram com Jesus, passando o restante daquele dia em sua companhia. Esse primeiro encontro prolongado foi o suficiente para transformar a curiosidade inicial em uma certeza tão poderosa que precisava ser compartilhada, como veremos a seguir na atitude de André.


3. André e a Proclamação do Messias a Simão Pedro (João 1:40-42)

A experiência de passar um dia com Jesus foi tão impactante que a primeira atitude de André foi compartilhar sua descoberta. O evangelista faz questão de identificá-lo e narrar seu papel crucial em trazer uma das figuras mais proeminentes do Novo Testamento para o círculo de Cristo.

40 André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele encontrou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: — Achamos o Messias! (“Messias” quer dizer “Cristo”.) (João 1:40-41)

André encarna o espírito do evangelismo em sua forma mais pura e imediata. Ele não guarda para si a revelação, mas corre para encontrar seu irmão, Simão. Sua mensagem é direta e poderosa: "Achamos o Messias!". Essa exclamação resume séculos de expectativa e esperança do povo judeu. A palavra "Messias" (do hebraico Mashiach) significa "Ungido", o mesmo que "Cristo" (do grego Christos). Era o título aguardado para o libertador prometido, o rei descendente de Davi que restauraria Israel. A convicção de André é tão forte que ele não precisa de longos argumentos; a certeza de ter encontrado o Ungido é a própria mensagem.

Mais do que apenas relatar o que descobriu, André leva seu irmão para ter a mesma experiência pessoal com Jesus. Este ato de conduzir alguém ao encontro de Cristo é um modelo fundamental de discipulado. O encontro que se segue é marcante:

42 E o levou a Jesus. Jesus olhou para ele e disse: — Você é Simão, filho de João, mas agora será chamado Cefas. (“Cefas” quer dizer “Pedro”.) (João 1:42)

Neste breve momento, Jesus demonstra sua autoridade e onisciência de duas maneiras. Primeiro, ele identifica Simão e seu pai, revelando um conhecimento que transcende o natural. Em seguida, ele lhe dá um novo nome, "Cefas" — um termo em aramaico que significa "pedra" ou "rocha", equivalente ao grego "Pedro". Essa mudança de nome é um ato profético, indicando não apenas uma nova identidade, mas também o propósito e o papel fundamental que Pedro desempenharia na fundação da Igreja. Jesus não vê apenas o pescador impulsivo que Simão era, mas a rocha firme que ele se tornaria por meio da fé.

Assim, o testemunho de João Batista gera um seguidor, André, que por sua vez se torna uma testemunha, trazendo Pedro a um encontro que mudaria sua vida para sempre.


4. O Chamado Direto a Filipe e o Ceticismo de Natanael (João 1:43-46)

A formação do grupo inicial de discípulos continua no dia seguinte, quando Jesus toma a iniciativa de expandir seu círculo. Desta vez, o chamado é direto e imperativo, mostrando outra faceta de sua autoridade soberana.

43 No dia seguinte, Jesus resolveu ir para a Galileia e encontrou Filipe, a quem disse: — Siga-me. 44 Esse Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. (João 1:43-44)

A ordem "Siga-me" é concisa, porém poderosa, exigindo uma resposta de fé e obediência imediata. O texto ressalta que Filipe era da mesma cidade de André e Pedro, Betsaida, o que sugere uma rede de relacionamentos preexistente que facilitou esses primeiros encontros. A exemplo de André, a primeira reação de Filipe após encontrar Jesus é compartilhar a notícia com um amigo, Natanael.

Filipe, entusiasmado, busca fundamentar sua descoberta nas Escrituras, demonstrando que a expectativa messiânica estava viva e era um tema central nas conversas da época.

45 Filipe encontrou Natanael e lhe disse: — Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José. (João 1:45)

A referência de Filipe a Moisés alude diretamente à promessa registrada em Deuteronômio 18:15-18:

15 — O Senhor, seu Deus, fará com que do meio de vocês, do meio dos seus irmãos, se levante um profeta semelhante a mim; a ele vocês devem ouvir. [...] 18 Farei com que se levante do meio de seus irmãos um profeta semelhante a você, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.

Filipe identifica Jesus como o cumprimento dessa longa espera. No entanto, sua descrição de Jesus como "o Nazareno" provoca uma reação de ceticismo em Natanael, baseada em um preconceito regional comum na época.

46 Então Natanael perguntou: — De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Filipe respondeu: — Venha ver! (João 1:46)

A resposta de Natanael reflete o desprestígio de Nazaré, uma aldeia pequena e sem relevância profética ou política. Era um lugar tão insignificante que parecia inconcebível que o Messias pudesse vir de lá. Filipe, no entanto, não entra em um debate teológico ou geográfico. Em vez disso, ele repete o mesmo convite que Jesus havia feito a André e João: "Venha ver!".

Essa resposta se consolida como o método primordial do evangelismo: não se trata de vencer um argumento, mas de conduzir a pessoa a um encontro pessoal com Cristo. A experiência direta é mais poderosa do que qualquer debate intelectual. Filipe confia que um encontro com Jesus seria suficiente para dissipar todo o preconceito e ceticismo de seu amigo, um convite que Natanael, apesar de sua dúvida, decide aceitar.


5. "Um verdadeiro israelita": A Onisciência de Jesus Revelada (João 1:47-49)

Quando Natanael, ainda movido por seu ceticismo, mas disposto a seguir o conselho de Filipe, se aproxima de Jesus, ele é recebido não com uma repreensão, mas com um elogio surpreendente que revela a percepção divina de Cristo.

47 Jesus viu Natanael se aproximar e disse a respeito dele: — Eis um verdadeiro israelita, em quem não existe fingimento algum! (João 1:47)

A declaração de Jesus vai muito além da linhagem étnica de Natanael. Ser um "verdadeiro israelita" no contexto da época significava ser alguém que buscava a Deus com sinceridade e integridade, em contraste com a hipocrisia religiosa que Jesus frequentemente criticava. A expressão "sem fingimento" (ou "sem dolo") reforça essa ideia, descrevendo um coração transparente e honesto em sua busca espiritual.

A surpresa de Natanael é imediata, pois ele entende que Jesus o descreveu com uma precisão impossível para um estranho. Sua reação é de puro espanto:

48 Natanael perguntou a Jesus: — De onde o senhor me conhece? Jesus respondeu: — Antes de Filipe chamá-lo, eu já tinha visto você debaixo da figueira. (João 1:48)

A resposta de Jesus é o ponto de virada. A menção de estar "debaixo da figueira" tem um significado profundo. Na tradição judaica, a figueira era um lugar comum para a meditação, o estudo das Escrituras e a oração. Era um espaço de devoção privada e íntima. Ao revelar isso, Jesus não estava apenas demonstrando ter visto Natanael fisicamente, mas que conhecia seu coração e o viu em seu momento mais pessoal de busca espiritual, antes mesmo de qualquer contato humano.

Essa demonstração de conhecimento sobrenatural e onisciência desfaz completamente o ceticismo de Natanael. A dúvida inicial, baseada em um preconceito superficial sobre Nazaré, dá lugar a uma das mais completas e imediatas confissões de fé registradas no Evangelho:

49 Então Natanael exclamou: — Mestre, o senhor é o Filho de Deus! O senhor é o Rei de Israel! (João 1:49)

Em um instante, Natanael passa do cético ao crente fervoroso. Ele reconhece Jesus com três títulos messiânicos fundamentais: "Mestre" (Rabi), o mestre a quem ele agora se submete; "Filho de Deus", um título que aponta para Sua divindade; e "Rei de Israel", o título que cumpria a esperança de um soberano davídico. A revelação pessoal de ter sido verdadeiramente "visto" por Jesus foi a prova irrefutável que o levou a reconhecer Sua verdadeira identidade.


6. "Verão o céu aberto": A Promessa de Coisas Maiores (João 1:50-51)

A fervorosa confissão de Natanael é recebida por Jesus não como um clímax, mas como um ponto de partida para uma revelação ainda mais profunda. Jesus reconhece que a fé de Natanael foi despertada por um sinal de Sua onisciência, mas imediatamente o convida a olhar para além, prometendo manifestações ainda mais grandiosas de Sua identidade e missão.

50 Ao que Jesus lhe respondeu: — Você crê porque eu disse que tinha visto você debaixo da figueira? Pois você verá coisas maiores do que estas. (João 1:50)

A promessa de "coisas maiores" não se refere apenas a milagres mais espetaculares, mas a uma compreensão mais profunda de quem Ele é. Jesus então conclui este primeiro encontro com uma declaração enigmática e poderosa, que serve como uma chave interpretativa para todo o Seu ministério:

51 E acrescentou: — Em verdade, em verdade lhes digo que vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem. (João 1:51)

Essa imagem evoca diretamente uma das passagens mais emblemáticas do Antigo Testamento: o sonho de Jacó em Betel, conforme narrado em Gênesis:

12 E sonhou: Eis que estava posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. (Gênesis 28:12)

Naquela visão, a escada simbolizava a ponte, a conexão entre o céu e a terra, o ponto de encontro entre o divino e o humano. Jacó reconheceu aquele lugar como a "casa de Deus" e a "porta dos céus" (Gênesis 28:17).

Com sua declaração, Jesus redefine radicalmente esse conceito. Ele se apresenta não como alguém que aponta para a "casa de Deus", mas como sendo Ele próprio a conexão viva e definitiva entre o céu e a terra. Os anjos não sobem e descem por uma escada em um lugar geográfico, mas sobre o Filho do Homem. Jesus é o mediador, o único acesso ao Pai, a personificação da escada que une a humanidade a Deus.

Ao usar o título "Filho do Homem", uma expressão que remete à visão do profeta Daniel sobre uma figura celestial que recebe um reino eterno (Daniel 7:13-14), Jesus reivindica para si essa identidade messiânica e universal. A promessa aos seus primeiros discípulos, portanto, era a de que, ao segui-lo, eles testemunhariam a plena revelação de Deus na pessoa de Seu Filho, o portal vivo para a eternidade.


7. Reflexão Final: O Que Realmente Buscamos?

A pergunta que Jesus faz a André e ao outro discípulo — "O que vocês estão procurando?" — é, talvez, a questão mais fundamental de toda a jornada espiritual humana. Ela ecoa muito além daquele encontro às margens do Jordão e nos confronta diretamente hoje. A narrativa da vocação dos primeiros discípulos não é apenas um registro histórico; é um espelho para a nossa própria busca por sentido, propósito e redenção.

Aqueles homens, imersos nas profecias e na esperança de seu povo, procuravam pelo Messias. No entanto, a resposta deles, "Mestre, onde o senhor mora?", revela um anseio mais profundo: eles não buscavam apenas um conceito, mas uma pessoa. Não queriam apenas informações, mas relacionamento. O desejo de saber onde Jesus morava era o desejo de permanecer com Ele, de aprender com Ele, de viver ao lado d'Aquele que João Batista havia identificado como o Cordeiro de Deus.

Muitas vezes, nossa busca espiritual se assemelha a entrar em uma loja de ferramentas procurando por uma solução específica. Buscamos a Deus por uma cura, por uma bênção financeira, por um relacionamento restaurado ou por uma resposta para um problema pontual. Reduzimos o Criador do universo a um fornecedor de soluções, e nossa fé se torna transacional: se Ele nos der o que pedimos, nós O seguimos.

Jesus, no entanto, vira essa lógica de cabeça para baixo. Ele não pergunta o que queremos d'Ele, mas o que estamos buscando em essência. A resposta que Ele oferece não é um produto, mas Sua própria presença. O convite "Venham ver!" é um chamado para abandonar a busca por coisas e iniciar a busca por uma Pessoa.

Os discípulos não sabiam tudo sobre Jesus naquele momento. Eles tinham um testemunho profético, uma curiosidade sincera e um coração aberto. Eles não tinham todas as respostas, mas estavam dispostos a seguir Aquele que parecia ser a Resposta. E, ao fazer isso, descobriram "coisas maiores" do que jamais poderiam imaginar.

A jornada deles nos ensina que, embora possamos começar nossa caminhada com Deus com perguntas e necessidades imediatas, o verdadeiro encontro acontece quando nossa busca se refina. Quando paramos de procurar apenas o que Ele pode nos dar e começamos a procurar quem Ele é. O objetivo deixa de ser apenas receber a bênção e passa a ser morar com o Abençoador.

Assim, a pergunta permanece: o que você está procurando? Talvez a resposta mais honesta e transformadora seja a mesma daqueles primeiros seguidores: "Mestre, onde o Senhor mora? Queremos ficar com o Senhor".


Resumo de Fixação do Conteúdo

Tópico Principal Personagens Envolvidos Ação Central Significado Teológico/Reflexão
O Testemunho Inicial João Batista, André, outro discípulo João aponta Jesus como o "Cordeiro de Deus". Jesus é identificado como o sacrifício definitivo que tira o pecado do mundo. A fé nasce do testemunho.
O Primeiro Diálogo Jesus, André, outro discípulo Jesus pergunta: "O que vocês estão procurando?". Eles respondem: "Onde o senhor mora?". A busca espiritual genuína é por relacionamento e intimidade com o Mestre, não apenas por respostas ou benefícios.
O Encontro com Pedro André, Simão Pedro, Jesus André anuncia "Achamos o Messias!" e leva Pedro a Jesus, que o renomeia Cefas (Pedro). A experiência com Cristo gera o testemunho. Jesus revela Sua autoridade e propósito ao dar uma nova identidade.
O Chamado de Filipe Jesus, Filipe Jesus chama Filipe diretamente com a ordem "Siga-me". A vocação pode ser um chamado direto e soberano que exige obediência e fé imediatas.
O Ceticismo de Natanael Filipe, Natanael Natanael duvida que algo bom possa vir de Nazaré, mas aceita o convite "Venha ver!". Preconceitos e dúvidas são superados pela experiência pessoal com Cristo, não apenas por argumentos.
A Confissão de Fé Jesus, Natanael Jesus revela que viu Natanael sob a figueira, demonstrando onisciência. A revelação do conhecimento divino de Jesus leva Natanael a confessá-lo como Mestre, Filho de Deus e Rei de Israel.
A Promessa Maior Jesus, discípulos Jesus promete que eles verão "o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem". Jesus se posiciona como a "escada de Jacó", o mediador e a única conexão entre o céu e a terra.

Resumo em Questões

Avalie seu conhecimento sobre o chamado dos primeiros discípulos com as questões de verdadeiro ou falso abaixo.

Questões:

  1. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – João Batista identificou Jesus para seus discípulos como "o Leão da Tribo de Judá", e isso os motivou a segui-lo.
  2. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – A primeira pergunta que os discípulos fizeram a Jesus foi sobre como poderiam ser salvos.
  3. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – O convite "Venham ver!", feito por Jesus, sugere que o discipulado é baseado em uma experiência pessoal e relacional, e não apenas em teoria.
  4. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – André, após encontrar Jesus, foi o primeiro a proclamar "Achamos o Messias!" ao seu irmão, Simão.
  5. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – Natanael demonstrou ceticismo inicial sobre Jesus por Ele ser de Nazaré, uma cidade sem prestígio na época.
  6. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – Jesus renomeou Simão para Cefas, que é a palavra grega para Pedro e significa "rocha".
  7. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – Filipe chamou Natanael fazendo referência às profecias de Moisés e dos profetas sobre a vinda do Messias.
  8. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – Natanael se convenceu de que Jesus era o Filho de Deus após testemunhar um grande milagre de cura.
  9. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – A promessa de Jesus de que veriam "o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem" indica que Ele é a conexão definitiva entre Deus e a humanidade, assim como a escada na visão de Jacó.
  10. ( ) Verdadeiro ( ) Falso – A principal mensagem do texto é que a busca por Deus deve se concentrar nos benefícios e milagres que Ele pode oferecer.

Gabarito Comentado

  1. Falso. O título que João Batista usou foi "Eis o Cordeiro de Deus!" (João 1:36), que aponta para o papel sacrificial de Jesus.
  2. Falso. A primeira pergunta deles foi "Rabi, onde o senhor mora?" (João 1:38), indicando um desejo de proximidade e relacionamento com o Mestre.
  3. Verdadeiro. A resposta de Jesus "Venham ver!" (João 1:39) é um convite para uma experiência direta, mostrando que conhecer a Cristo é um ato de convivência e não apenas de aceitação intelectual.
  4. Verdadeiro. O texto afirma que André encontrou primeiro seu irmão, Simão, e anunciou com convicção: "Achamos o Messias!" (João 1:41).
  5. Verdadeiro. A dúvida de Natanael é expressa em sua pergunta retórica: "De Nazaré pode sair alguma coisa boa?" (João 1:46), refletindo um preconceito comum da época.
  6. Falso. Cefas é a palavra em aramaico para "pedra" ou "rocha". Pedro é o seu equivalente em grego. Embora o significado seja o mesmo, a origem das palavras é diferente.
  7. Verdadeiro. Em João 1:45, Filipe diz a Natanael: "Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e a quem se referiram os profetas", fazendo uma conexão direta com as Escrituras do Antigo Testamento.
  8. Falso. Natanael se convenceu por causa da demonstração de onisciência de Jesus, que afirmou tê-lo visto "debaixo da figueira" antes mesmo de Filipe o chamar (João 1:48-49).
  9. Verdadeiro. Esta declaração (João 1:51) é uma alusão direta à visão da escada de Jacó (Gênesis 28:12), onde Jesus se posiciona como o próprio mediador, a ponte viva entre o céu e a terra.
  10. Falso. A reflexão final, baseada na pergunta "O que vocês estão procurando?", sugere que a busca mais profunda e transformadora não é pelos benefícios, mas pela pessoa de Cristo e por "morar" com Ele.

"O chamado de Cristo nunca foi para um sistema de regras, mas para um relacionamento; a pergunta 'Onde moras?' revela que o maior anseio da alma não é por preceitos, mas por um lugar de permanência ao lado do Mestre."



A Casa da Rocha. #06 - O Que Estamos Procurando? - Zé Bruno - Quem é Jesus. Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RoG_4WAxvWw. Acesso em: 20/08/2025.

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há 1 semana
Matéria: Religião
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