Isaías Cap. 53
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Cristo: A Chave Hermenêutica de Toda a Escritura
A interação entre Filipe e o eunuco revela um princípio fundamental para a leitura e compreensão da Bíblia. O oficial etíope, um homem culto e abastado, possuía um rolo do profeta Isaías — um item raro e valioso na época. Ele lia em voz alta a passagem que hoje conhecemos como o capítulo 53 de Isaías, mas admitiu sua incapacidade de decifrar o enigma central do texto sem orientação.
"Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a sua boca. Na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra." (Atos 8:32-33; citando Isaías 53:7-8)
A pergunta do eunuco — "De quem diz isto o profeta? De si mesmo ou de algum outro?" — expõe a necessidade de uma chave de interpretação correta. Filipe, então, "começando por esta Escritura, anunciou-lhe a Jesus".
Este episódio confronta diretamente uma tendência hermenêutica popular na atualidade, onde o texto bíblico é frequentemente distorcido para colocar o leitor no centro da narrativa. Em muitas pregações contemporâneas, busca-se aplicar as histórias do Antigo Testamento diretamente ao ego do ouvinte: diz-se que o crente é Davi derrotando os gigantes de seus problemas, ou que é Sansão em suas vitórias. A ordem é para que o indivíduo "tome posse" da bênção, como se os profetas estivessem escrevendo sobre o sucesso pessoal do leitor moderno.
No entanto, a abordagem apostólica e a própria teologia bíblica apontam para uma direção oposta. O Antigo Testamento — a Lei, os Salmos e os Profetas — não é um manual de autoajuda ou uma coletânea de alegorias sobre o potencial humano. Ele é uma grande seta apontando para Cristo.
- Não é sobre nós: A Bíblia nos lê e nos expõe, em vez de servir como espelho para nossa vaidade.
- É sobre Ele: As Escrituras testificam de Jesus (João 5:39). O "servo sofredor" de Isaías não é o profeta, nem o leitor em seus momentos de angústia, mas o Messias que carregou sobre si as iniquidades de todos.
Ao explicar que aquele texto falava de um outro — o Cordeiro de Deus —, Filipe ofereceu ao eunuco não uma promessa de empoderamento pessoal, mas a revelação do sacrifício redentor. É possível que o eunuco também tivesse em mente a promessa futura de Isaías 56, que garantia aos eunucos fiéis um "lugar e um nome melhor do que o de filhos e filhas", mas foi a compreensão do sacrifício vicário de Cristo em Isaías 53 que abriu seus olhos para a Salvação. A verdadeira interpretação bíblica sempre desagua na pessoa de Jesus e em Sua obra na cruz, nunca na exaltação do homem.
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