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Lucas Cap. 4

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Capítulo 4

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Lucas

Versão: Nova Almeida Atualizada
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025
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1 Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, 2 durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.

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3 Então o diabo disse a Jesus: — Se você é o Filho de Deus, mande que esta pedra se transforme em pão.

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4 Mas Jesus lhe respondeu: — Está escrito: “O ser humano não viverá só de pão.”

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5 Então o diabo o levou para um lugar mais alto e num instante lhe mostrou todos os reinos do mundo.

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6 E disse: — Eu lhe darei todo este poder e a glória destes reinos, porque isso me foi entregue, e posso dar a quem eu quiser.
Versículo 6
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025

A segunda tentação relatada por Lucas desloca o foco da necessidade física imediata para a esfera da autoridade e do poder político. O diabo leva Jesus a um lugar elevado e, "mostrando-lhe num momento todos os reinos do mundo", faz a oferta:

"Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua."
(Lucas 4:6-7)

Essa proposta era profundamente sedutora dentro do contexto da época. O povo de Israel vivia sob ocupação romana e esperava fervorosamente um Messias político, um líder que, conforme a interpretação popular das profecias (como a de Isaías 9), restabeleceria a soberania de Israel e governaria sobre as nações. A oferta de Satanás parecia ser a realização imediata dessa esperança, um atalho para o que muitos consideravam o destino messiânico.

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7 Portanto, se você me adorar, tudo isso será seu.

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8 Mas Jesus respondeu: — Está escrito: “Adore o Senhor, seu Deus, e preste culto somente a ele.”
Versículo 8
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025

A resposta de Jesus, no entanto, expõe a armadilha.

Jesus rejeita categoricamente um reino terreno obtido através da submissão a qualquer outra autoridade que não seja Deus.

O reino que Cristo veio estabelecer não era terreno, político ou referente a Roma e César. Essa tentação persiste naquilo que pode ser descrito como a "tentação evangélica" de buscar o poder temporal. A ideia de que a fé deve ser imposta através do governo, de que a igreja deve "ocupar espaços" de poder político, ou a canonização de líderes políticos como "ungidos" para trazer o reino de Deus, reflete essa mesma lógica.

A palavra grega para "dar culto ou prestar culto" (λατρεύω - latreuo) implica um serviço sacerdotal, um ato de sacrifício e obediência exclusiva. Jesus escolhe o caminho do servo, como descrito em Filipenses 2 — esvaziando-se de sua glória divina para obedecer — em vez de aceitar o domínio humano que exigiria a perversão de sua adoração. Ele reafirma que o poder político não é o método nem o objetivo do Reino de Deus.

Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. (Filipenses 2:5-8)

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9 Então o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse: — Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui, 10 porque está escrito: “Aos seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o guardem.”

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11 E: “Eles o sustentarão nas suas mãos, para que você não tropece em alguma pedra.”
Versículo 11
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025

A terceira tentação, na narrativa de Lucas, ocorre no ponto mais alto do templo em Jerusalém. Nela, o diabo utiliza a própria Escritura para fundamentar sua proposta:

Satanás cita o Salmo 91 (versículos 11 e 12), um texto frequentemente associado à proteção divina. A tentação aqui é a do espetáculo, a de forçar Deus a intervir publicamente para validar a identidade de Jesus. Seria uma prova incontestável de seu status messiânico, realizada diante do centro religioso de Israel.

Porque aos seus anjos
ele dará ordens a seu respeito,
para que guardem você
em todos os seus caminhos.
Eles o sustentarão
nas suas mãos,
para que você não tropece
em alguma pedra. (Salmos 91:11-12)

Essa abordagem reflete uma mentalidade humana comum: a busca por poder espiritual através de "jeitos certos" de orar, jejuar ou louvar, com o objetivo de obrigar Deus a realizar a vontade do indivíduo. É a tentativa de transformar a fé em uma fórmula, onde o ser humano dita a hora, o local e o método, e Deus deve cumprir o prometido.

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12 Jesus respondeu ao diabo: — Também foi dito: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.”
Versículo 12
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025

Jesus, contudo, recusa-se a testar o Pai. Sua resposta vem novamente de Deuteronômio: "Dito está: Não tentarás o Senhor teu Deus" (Lucas 4:12), uma referência direta ao episódio em Massá, onde os israelitas testaram a Deus.

— Não ponham à prova o Senhor, seu Deus, como o fizeram em Massá. (Deuteronômio 6:16)

Jesus expõe a manipulação na citação de Satanás. A promessa do Salmo 91 se aplica àqueles que andam nos caminhos de Deus e tropeçam acidentalmente; não é um salvo-conduto para se jogar deliberadamente do perigo, exigindo uma intervenção milagrosa. A fé que exige provas espetaculares para crer não é confiança, mas uma tentativa de domínio. Jesus opta pela obediência ao invés da demonstração de poder, recusando-se a usar seu relacionamento com o Pai como um espetáculo para validar sua autoridade.

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13 Tendo concluído todas as tentações, o diabo afastou-se de Jesus, até momento oportuno.

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14 Então Jesus, no poder do Espírito, voltou para a Galileia, e a sua fama correu por toda aquela região.
Versículo 14
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025
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15 E ensinava nas sinagogas, sendo elogiado por todos.

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16 Jesus foi para Nazaré, onde havia sido criado. Num sábado, entrou na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.

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17 Então lhe deram o livro do profeta Isaías. E, abrindo o livro, achou o lugar onde está escrito: 18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e proclamar o ano aceitável do Senhor.”

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20 Tendo fechado o livro, Jesus o devolveu ao assistente e sentou-se. Todos na sinagoga tinham os olhos fixos nele.

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21 Então Jesus começou a dizer: — Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabam de ouvir.

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22 Todos davam testemunho dele e se maravilhavam das palavras cheias de graça que lhe saíam dos lábios. E perguntavam: — Não é este o filho de José?

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23 Então Jesus disse: — Sem dúvida, vocês citarão para mim o provérbio: “Médico, cure-se a si mesmo.” Dirão: “Tudo o que ouvimos que você fez em Cafarnaum, faça-o também aqui na sua terra.”

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24 E Jesus prosseguiu: — De fato, afirmo a vocês que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra.

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25 Na verdade lhes digo que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra, 26 e Elias não foi enviado a nenhuma delas, a não ser a uma viúva de Sarepta de Sidom.

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27 Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, a não ser Naamã, o sírio.

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28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira.

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29 E, levantando-se, expulsaram Jesus da cidade e o levaram até o alto do monte sobre o qual a cidade estava edificada, para que, de lá, pudessem atirá-lo abaixo.

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30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, foi embora.

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31 E Jesus foi a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava no sábado.
Versículo 31
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025
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32 E maravilhavam-se com a sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade.

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33 E apareceu na sinagoga um homem possuído de um espírito de demônio imundo, o qual gritou em alta voz: 34 — Ah! O que você quer conosco, Jesus Nazareno? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem você é: o Santo de Deus!

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35 Mas Jesus o repreendeu, dizendo: — Cale-se e saia desse homem. O demônio, depois de o ter jogado no chão no meio de todos, saiu daquele homem sem lhe fazer mal.

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36 Todos ficaram admirados e comentavam entre si: — Que palavra é esta? Pois, com autoridade e poder, ele ordena aos espíritos imundos, e eles saem.

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37 E a fama de Jesus se espalhava por todos os lugares daquela região.

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38 Deixando a sinagoga, Jesus foi para a casa de Simão. A sogra de Simão estava doente, com febre muito alta, e pediram a Jesus em favor dela.

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39 E inclinando-se para ela, Jesus repreendeu a febre, e esta a deixou. E imediatamente ela se levantou e passou a servi-los.
Versículo 39
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025

Observe o contraste: na sinagoga, o reconhecimento da autoridade de Jesus (pelo demônio) é um ato de declaração, mas sem submissão. Na casa de Pedro, a mulher é curada de uma "grande febre" — uma condição opressora que a deixava prostrada e incapaz.

Enquanto o endemoniado, mesmo declarando "Tu és o Santo de Deus", não desejava ter seu caminho mudado, a sogra de Pedro demonstra o oposto. A sua resposta à cura não é uma declaração teológica; é uma ação imediata. O texto diz que ela "levantando-se logo, servia-os."

A autoridade de Jesus, quando verdadeiramente recebida, não resulta apenas em admiração ou em declarações verbais; ela resulta em transformação que leva ao serviço. O endemoniado queria que Jesus fosse embora; a sogra de Pedro O serve.

Muitas vezes, a religião institucional, como a sinagoga daquela época, pode ficar presa em declarações corretas sobre Deus, sem produzir a verdadeira resposta do Reino, que é o serviço nascido da gratidão. A sogra de Pedro, por outro lado, sem fazer nenhuma grande confissão pública, encarna a essência do discipulado: ser liberto por Cristo para servir a Cristo e aos outros.

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40 Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos, com diferentes tipos de doença, os trouxeram a Jesus. E ele os curava, impondo as mãos sobre cada um deles.

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41 Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: — Você é o Filho de Deus! Ele, porém, os repreendia para que não falassem, pois sabiam que ele era o Cristo.
Versículo 41
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025

Jesus, mais uma vez, silencia a confissão teologicamente correta ("Tu és o Cristo, o Filho de Deus"). Por quê? Porque um dia, o próprio Jesus advertiria sobre aqueles que usam Seu nome, mas não O conhecem. O reconhecimento verbal, mesmo acompanhado de poder, não é garantia de salvação ou intimidade com Deus.

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
(Mateus 7:21-23, Almeida Revista e Corrigida)

Este é o perigo que Lucas começa a ilustrar em Cafarnaum. O sistema religioso, e até mesmo os demônios, podem identificar o poder de Jesus. Eles podem ver os sinais e até mesmo "usar" o nome d'Ele para validar suas próprias posições. No entanto, o Reino de Deus não se baseia em quem realiza os milagres mais impressionantes ou faz as declarações de fé mais altas.

Os demônios reconhecem Jesus, mas se opõem a Ele. Da mesma forma, muitos podem se apegar aos sinais — às curas, aos exorcismos, às demonstrações de poder — e usá-los para "capitalizar" sua própria autoridade, construindo seus próprios reinos. Eles têm a declaração nos lábios, mas o coração, como o dos fariseus, está longe. Jesus não se impressiona com isso; Ele busca aqueles que dão fruto e praticam a vontade do Pai.

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42 Quando amanheceu, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam, foram até junto dele e não queriam deixar que ele fosse embora.

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43 Jesus, porém, lhes disse: — É necessário que eu anuncie o evangelho do Reino de Deus também nas outras cidades, pois é para isso que fui enviado.
Versículo 43
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Diego Vieira Dias em 26/11/2025

Depois de um dia de demonstrações inegáveis de poder — ensinando com autoridade, expulsando demônios e curando multidões —, a reação do povo é previsível: eles querem mais daquilo. Eles viram os sinais e queriam manter o realizador de milagres por perto.

Este é um momento decisivo. As pessoas estavam fascinadas pelos sinais (as curas, os exorcismos), mas Jesus declara que Sua missão é algo maior: anunciar o Evangelho do Reino de Deus.

Os sinais não eram o fim em si mesmos; eles eram sinais do Reino. Cada milagre era uma demonstração de como é o Reino de Deus: um lugar onde a doença é curada, os cativos são libertos (dos demônios) e a ordem da criação é restaurada. No entanto, o povo se apegou ao efeito (a cura) e ignorou a causa (o Reino).

Jesus se retira para um lugar deserto. Isso é simbólico. O deserto, na Bíblia, é frequentemente um lugar de provação, mas também de revelação e pureza, longe das estruturas de poder corrompidas (como o Templo e, neste contexto, a sinagoga).

A multidão O segue até o deserto, querendo retê-Lo. Eles preferiam um Cristo que ficasse em Cafarnaum resolvendo seus problemas imediatos. Mas Jesus recusa ser apenas um curandeiro local. Ele afirma que Sua prioridade é a pregação do Reino, pois "para isso fui enviado". Para Jesus, os sinais validavam a mensagem, mas a mensagem era o mais importante.

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44 E pregava nas sinagogas da Judeia.

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