Gênesis Cap. 4
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Amarre o Seu Boi Selvagem Custe o Que Custar: O Poder do Domínio Próprio (Êx. 21:28-30; Pv. 25:28)
Parando de Terceirizar a Culpa (Gn. 4:7)
Um dos comportamentos mais recorrentes do ser humano diante de suas próprias falhas é a terceirização da culpa. Quando o "boi selvagem" escapa e causa estragos — seja através de palavras duras, decisões precipitadas, vícios ou atitudes destrutivas —, a tendência imediata é procurar um bode expiatório. Culpa-se a criação, os pais, o ambiente de trabalho estressante, a falta de oportunidades, o temperamento herdado e, até mesmo, influências espirituais. No entanto, o processo de amadurecimento exige o abandono definitivo dessa postura de vitimização.
A narrativa bíblica de Caim e Abel ilustra de maneira cristalina a responsabilidade individual sobre os impulsos mais sombrios da alma. Antes que a tragédia se consumasse, Caim foi advertido sobre o perigo iminente que habitava em seu interior, um "boi selvagem" alimentado pela inveja e pela rejeição.
"Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo." (Gênesis 4:7)
O texto é taxativo: o instinto destrutivo espreita e deseja dominar, mas a obrigação de subjugá-lo pertence única e exclusivamente ao indivíduo. Caim entrou para a história de forma trágica não porque foi tentado, mas porque se recusou a construir a cerca e a amarrar o seu instinto primitivo quando ainda havia tempo. A falta de contenção resultou no primeiro homicídio registrado na humanidade.
Transferir a responsabilidade para fatores externos é uma forma de justificar a própria negligência em lidar com o que precisa ser tratado. Justificar explosões de ira sob a alegação de possuir um temperamento "sanguíneo", ou culpar as circunstâncias por cedências morais e éticas, é afrouxar as cordas que deveriam manter o instinto contido. A liderança espiritual, a terapia ou o aconselhamento podem fornecer as diretrizes, mostrar como o nó deve ser feito e qual a altura ideal da cerca, mas o ato de amarrar é um esforço estritamente pessoal.
Pare de culpar a organização, a instituição, o patrão ou a família quando você sabia que ceder àquele impulso daria um resultado ruim. A responsabilidade de manter o boi amarrado é sua.
A aceitação dessa verdade é o ponto de virada na vida de qualquer pessoa. Enquanto a culpa for do outro, a mudança nunca ocorrerá, pois ninguém pode consertar um problema que se recusa a assumir como próprio. Assumir a autoria dos próprios desejos — mesmo os mais obscuros — e decidir ativamente dominá-los é o caminho incontornável para uma vida verdadeiramente responsável e equilibrada.
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