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Provérbios Cap. 25

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Capítulo 25

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Provérbios

Versão: ACF
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1 TAMBÉM estes são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.

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2 A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las.
Versículo 2
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Diego Vieira Dias há 4 semanas

2. A Busca Pela Sabedoria Divina: Proteção, Discernimento e Integridade (Pv. 2:1-22)

2. A Busca Pela Sabedoria Divina: Proteção, Discernimento e Integridade (Pv. 2:1-22)

O Valor do Tesouro Escondido: Recebendo e Guardando a Palavra (Pv. 2:1-5)

O segundo capítulo do livro de Provérbios inicia-se com uma premissa fundamental que define todo o relacionamento do ser humano com a sabedoria divina: a condicionalidade. Ao escrever "Meu filho, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos" (Pv. 2:1), Salomão estabelece que o acesso à sabedoria não é automático, mas sim uma escolha deliberada.

A utilização da conjunção "se" indica que há uma responsabilidade ativa por parte do indivíduo. A sabedoria não pode beneficiar aquele que não opta por recebê-la. Mais do que apenas ouvir, é necessário "entesourar" ou guardar os mandamentos. Este ato de armazenar o conhecimento divino no coração funciona como uma preparação essencial para as incertezas da vida.

"Para que faças atento à sabedoria o teu ouvido, e para que inclines o teu coração ao entendimento." (Pv. 2:2)

A vida é marcada por imprevistos — mudanças de emprego, perdas de relacionamentos, tribulações inesperadas e interações complexas. Se a palavra de Deus não estiver previamente gravada nas "tábuas do coração", o indivíduo encontrará dificuldades para formular uma defesa ou manter a esperança durante esses períodos de crise. A preparação espiritual ocorre antes da tempestade, não durante ela.

Além disso, a instrução para "inclinar o coração" ao entendimento implica um esforço consciente. A sabedoria não é adquirida por osmose ou passividade; ela exige que o indivíduo esteja alerta, focado e "afiado". É necessário aplicar-se diligentemente para sintonizar o coração com a vontade divina.

O texto bíblico eleva o nível de comprometimento necessário ao comparar a busca pela sabedoria à mineração de metais preciosos:

"Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz. Se a buscares como a prata e a procurares como a tesouros escondidos." (Pv. 2:3-4)

Esta metáfora sugere que o entendimento profundo muitas vezes não está na superfície. Há uma glória divina em ocultar certos assuntos, o que convida o homem a uma jornada de descoberta. Conforme observado em outros textos sapienciais:

"A glória de Deus é encobrir as coisas; mas a honra dos reis é esquadrinhá-las." (Pv. 25:2)

Deus intencionalmente oculta tesouros de sabedoria porque Ele valoriza a perseguição e o esforço daqueles que o buscam. Existe algo nesse processo de busca diligente — clamar, erguer a voz, escavar como quem procura prata — que move o coração de Deus.

Portanto, Salomão delineia um mapa claro para a aquisição de sabedoria nestes primeiros versículos: receber a palavra, entesourá-la, inclinar os ouvidos, aplicar o coração e clamar por discernimento. O resultado prometido para quem empreende essa busca com tal intensidade é inestimável: "Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus" (Pv. 2:5).

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3 Os céus, pela altura, e a terra, pela profundidade, assim o coração dos reis é insondável.

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4 Tira da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor; 5 Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.

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6 Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes; 7 Porque melhor é que te digam: Sobe aqui; do que seres humilhado diante do príncipe que os teus olhosviram.

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8 Não te precipites em litigar, para que depois, ao fim, fiques sem ação, quando teu próximo te puser em apuros.

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9 Pleiteia a tua causa com o teu próximo, e não reveles o problema a outrem, 10 Para que não te desonre o que o ouvir, e a tua infâmia não se aparte de ti.

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11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.

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12 Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.

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13 Como o frio da neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque refresca a alma dos seus senhores.

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14 Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.

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15 Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda amolece até os ossos.

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16 Achaste mel? come só o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar.

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17 Não ponhas muito os pés na casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e passe a te odiar.

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18 Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo.

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19 Como dente quebrado, e pé desconjuntado, é a confiança no desleal, no tempo da angústia.

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20 O que canta canções para o coração aflito é como aquele que despe a roupa num dia de frio, ou como o vinagre sobre salitre.

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21 Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber; 22 Porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o SENHOR to retribuirá.

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23 O vento norte afugenta a chuva, e a face irada, a língua fingida.

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24 Melhor é morarnum canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla.

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25 Como água fresca para a alma cansada, tais são as boas novas vindas da terra distante.

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26 Como fonte turvada, e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio.

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27 Comer mel demais não é bom; assim, a busca da própria glória não é glória.

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28 Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.
Versículo 28
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Diego Vieira Dias há 6 dias

Amarre o Seu Boi Selvagem Custe o Que Custar: O Poder do Domínio Próprio (Êx. 21:28-30; Pv. 25:28)

O Verdadeiro Significado da Liberdade e do Domínio Próprio (Pv. 25:28)

A compreensão contemporânea de liberdade frequentemente a confunde com a permissividade absoluta — a ideia superficial de que ser livre é ceder a toda e qualquer vontade. No entanto, sob a ótica da maturidade emocional e da sabedoria espiritual, a verdadeira liberdade assume um contorno completamente diferente e muito mais exigente.

"Nenhum homem é verdadeiramente livre até que se domine."

Ser livre não significa estar isento de desejos, instintos, tentações ou inclinações falhas. A liberdade genuína reside na capacidade de compreender a própria natureza e ter a autoridade interna para declarar: "Eu tenho vontades, mas não serei dominado por elas". É o exercício consciente de amarrar o boi selvagem, erguer a cerca e ditar os limites, mesmo quando os impulsos internos estribucham e clamam para extravasar.

A literatura sapiencial ilustra com precisão cirúrgica o perigo da ausência desse autocontrole:

"Como cidade derribada, que não tem muralhas, assim é o homem que não tem domínio próprio." (Provérbios 25:28)

Na antiguidade, uma cidade sem muralhas estava vulnerável a qualquer ataque inimigo, saque ou destruição repentina. Da mesma forma, um indivíduo desprovido de domínio próprio é uma presa fácil para os seus próprios instintos e reações. Ter domínio próprio é possuir a plena consciência da existência de um temperamento instável ou de uma fraqueza latente — seja a ira, a compulsão, o orgulho ou a maledicência — e, ainda assim, possuir a firmeza e as "ferramentas" necessárias para não permitir que essa força assuma o comando das ações.

A indignação, por exemplo, é uma emoção natural. Não se trata de anular os sentimentos, de viver como um ser inerte ou de agir de forma apática diante das injustiças. O desafio real é não perder a razão. Quando o indivíduo se conhece a ponto de perceber que um ambiente, uma conversa ou um gatilho específico servirá de estopim para que o "boi selvagem" arrebente as cordas, o domínio próprio se manifesta na atitude sábia e estratégica de recuar.

Retirar-se de uma discussão acalorada ou de uma situação provocativa, mesmo que isso gere um desconforto social momentâneo, não é um ato de fraqueza. Pelo contrário, representa o nível mínimo de consciência necessária para evitar danos irreparáveis. É a prova cabal de que as rédeas estão nas mãos do dono, e não do animal. O domínio próprio ensina que é preferível suportar a frustração passageira de não reagir do que lidar com a tragédia duradoura de soltar um instinto que, inevitavelmente, machucará outras pessoas e destruirá relações.

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