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Levítico Cap. 9

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Capítulo 9

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Levítico

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1 Ao oitavo dia, chamou Moisés a Arão, e a seus filhos, e aos anciãos de Israel; 2 e disse a Arão: Toma-te um bezerro como oferta pelo pecado, e um carneiro como holocausto, um e outro sem defeito, e oferece-os diante de Jeová.
Versículo 1
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Diego Vieira Dias há 4 semanas

Justificação pelo Sangue: Distinguindo a Graça Verdadeira da Graça Barata

A parábola do filho pródigo atinge o seu clímax teológico não apenas no abraço do pai, mas na ordem subsequente que garante a entrada do filho na festa. Após vesti-lo com a melhor roupa, colocar o anel e as sandálias, o pai emite um comando específico:

"Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar." (Lucas 15:23)

Por que um bezerro? Uma leitura superficial poderia sugerir apenas um banquete culinário, mas há uma profunda simbologia expiatória aqui. Jesus, ao contar a parábola para uma audiência judaica, evoca imagens do sistema sacrificial de Levítico. Na lei cerimonial, o bezerro era frequentemente utilizado como oferta pelo pecado.

"Moisés disse a Arão: Pegue um bezerro para oferta pelo pecado... e faça expiação por você mesmo e pelo povo." (Levítico 9:2, 7)

A teologia da justificação ensina que não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. O abraço do pai demonstra amor e aceitação emocional, mas a entrada na "casa" (o Reino) exige uma base legal. A justificação não é um ato onde Deus simplesmente ignora o erro; é um ato onde a justiça é satisfeita. Para que o filho pródigo viva, o bezerro precisa morrer. Para que o pecador seja justificado, o Cordeiro de Deus precisou ser imolado. A festa da graça tem um custo altíssimo, pago pelo próprio Deus.

Este entendimento nos leva à distinção crucial entre Graça Barata e Graça Verdadeira.

A Graça Barata é um conceito distorcido onde o indivíduo busca justificar o seu pecado. É a mentalidade de vítima. Quando confrontado com o erro, o adepto da graça barata oferece desculpas: "Eu errei porque me provocaram", "Eu traí porque fui negligenciado". Ele tenta usar a graça como um salvo-conduto para continuar na prática da iniquidade, desvalorizando o sacrifício. A graça barata tenta absolver o pecado sem transformar o pecador.

A Graça Verdadeira, por outro lado, justifica o pecador, não o pecado. Ela gera uma consciência de responsabilidade, não de vitimismo. Aquele que encontra a verdadeira graça se reconhece como "vilão" na sua própria história, admitindo sua culpa sem transferir responsabilidades. Ele ecoa o sentimento do Apóstolo Paulo em Romanos 7: reconhece que em sua carne não habita bem algum e que o mal que não quer fazer, acaba fazendo.

"Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!" (Romanos 7:24-25)

A verdadeira graça não nos deixa confortáveis no erro; ela nos constrange ao arrependimento. Ela nos tira da posição de réus condenados e nos coloca na posição de filhos amados, não porque merecemos, mas porque um "Bezerro" foi morto em nosso lugar. O reconhecimento dessa troca — a vida de Cristo pela nossa — é o que nos permite sentar à mesa do Pai, não mais como escravos ou trabalhadores, mas como herdeiros da promessa.


Conclusão

A jornada da graça é o caminho de volta para casa. Começa com a percepção da nossa fraqueza e a falência da nossa autossuficiência. Passa pelo abandono do "chiqueiro" da iniquidade e pela rejeição da religiosidade meritocrática. E culmina na mesa do Pai, onde a nossa culpa foi lavada pelo sacrifício perfeito. Que possamos viver não baseados na nossa própria força, mas sustentados por essa graça abundante, que nos basta, nos salva e nos justifica.

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3 Dirás aos filhos de Israel: Tomai um bode, como oferta pelo pecado; um bezerro e um cordeiro, ambos de um ano e sem defeito, como holocausto; 4 e um boi e um carneiro como ofertas pacíficas, para sacrificar diante de Jeová; e uma oferta de cereais, amassada com azeite; pois hoje Jeová vos aparecerá.

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5 Então, trouxeram até a entrada da tenda da revelação o que Moisés ordenou; e chegou-se toda a congregação e ficou de pé diante de Jeová.

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6 Disse Moisés: Esta é a coisa que Jeová ordenou que fizésseis; e a glória de Jeová vos aparecerá.

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7 Depois, disse Moisés a Arão: Chega-te ao altar, oferece a tua oferta pelo pecado e o teu holocausto, e faze expiação por ti e pelo povo. Oferece a oblação do povo e faze a expiação por ele, como Jeová ordenou.

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8 Arão, pois, chegou-se ao altar e matou o bezerro que era a sua própria oferta pelo pecado.

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9 Os filhos de Arão trouxeram-lhe o sangue; ele molhou o dedo no sangue, pô-lo sobre os chifres do altar e derramou o sangue à base do altar; 10 mas a gordura, e os rins, e o redenho do fígado, tirados da oferta pelo pecado, queimou-os sobre o altar, como Jeová ordenou a Moisés.

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11 Também queimou com fogo fora do arraial a carne e o couro.

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12 Depois, imolou o holocausto; e os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que ele aspergiu sobre o altar ao redor.

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13 Também lhe entregaram o holocausto, pedaço por pedaço, e a cabeça; ele os queimou sobre o altar.

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14 Depois de lavados os intestinos e as pernas, queimou-os no altar sobre o holocausto.

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15 Então, fez chegar a oblação do povo e, tomando o bode que era oferta pelo pecado do povo, matou-o e ofereceu-o como se fez com o primeiro.

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16 Também fez chegar o holocausto e ofereceu-o segundo a ordenança.

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17 Fez chegar a oferta de cereais, e dela tomou um punhado, e o queimou sobre o altar, além do holocausto da manhã.

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18 Matou o boi e o carneiro, que eram sacrifício de ofertas pacíficas do povo. Os filhos de Arão entregaram-lhe o sangue, que ele aspergiu sobre o altar ao redor, 19 e a gordura do boi; do carneiro entregaram-lhe a cauda gorda, o redenho do fígado.

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20 Puseram a gordura sobre os peitos, e ele queimou a gordura sobre o altar; 21 os peitos e a coxa direita, ofereceu-os Arão por uma oferta movida diante de Jeová, como Moisés ordenou.

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22 Arão levantou as mãos para o povo, e o abençoou, e desceu depois de ter oferecido a oferta pelo pecado, o holocausto e as ofertas pacíficas.

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23 Então, entraram Moisés e Arão na tenda da revelação e, saindo, abençoaram o povo: a glória de Jeová apareceu a todo o povo.

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24 Saiu fogo de diante de Jeová e consumiu sobre o altar o holocausto e a gordura; o que vendo todo o povo, jubilaram e prostraram-se sobre os seus rostos.

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