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2 Coríntios Cap. 9

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Capítulo 9

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2 Coríntios

Versão: ARC
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1 Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos, 2 porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós, para com os macedônios, que a Acaia está pronta desde o ano passado, e o vosso zelo tem estimulado muitos.

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3 Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não sejanessa parte; para que (comodisse) possais estar prontos, 4 a fim de, se acaso os macedônios vierem comigo e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos, vós) deste firme fundamento de glória.

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5 Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que, primeiro, fossem ter convosco e preparassem de antemão a vossa bênçãoantes anunciada, para que esteja pronta como bênção e não como avareza.

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6 E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará.

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7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao quecom alegria.
Versículo 7
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Diego Vieira Dias em 17/01/2026

23. Dízimo e Graça: Da Obrigação Legal à Liberdade de Contribuir (Gn. 14:20; Ml. 3:8-10; 2 Co. 9:7)

A Lei da Liberdade: Contribuição como Resposta de Gratidão e Amor

Se a imposição legal do dízimo é questionada à luz da Nova Aliança, surge um receio natural: a igreja deixaria de receber recursos? A resposta reside em uma mudança de paradigma. Sair da tutela da Lei não significa entrar na anarquia, mas sim adentrar na "Lei da Liberdade". Nesta perspectiva, a contribuição deixa de ser um imposto religioso pago por medo ou ganância e torna-se uma resposta espontânea de um coração transformado.

O apóstolo Paulo oferece a diretriz central para esta prática no Novo Testamento, deslocando o foco da porcentagem fixa para a disposição interior:

"Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." 2 Co. 9:7

A lógica da Graça sugere que a nossa vida inteira pertence a Deus, e não apenas uma fração matemática dela. Enquanto a Lei servia como um tutor externo para regular o comportamento, a presença do Espírito Santo nos crentes deve gerar um compromisso interno superior. A entrega passa a ser total. Como Paulo declara em Gálatas: "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim". O escritor aos Hebreus ecoa esse sentimento ao nos convidar a oferecer nossos corpos como sacrifício vivo.

Isso significa que a oferta vai muito além do dinheiro. Ela engloba tempo, talentos e serviço ao próximo. Um profissional que usa suas habilidades para abençoar a comunidade, alguém que dou alimentos ou roupas, está exercendo o princípio da oferta. Deus não está interessado em um acerto de contas financeiro, como se fosse um auditor fiscal celestial; Ele deseja o coração por inteiro.

O Perigo da Espiritualidade Transacional

Um dos maiores riscos da manutenção da mentalidade legalista do dízimo é transformar o relacionamento com Deus em um comércio.

  • A Ganância Travestida de Fé: Muitos contribuem esperando receber em troca, motivados pela promessa de multiplicação financeira.
  • O Medo do Devorador: Outros contribuem por medo de punição ou maldição.

Ambas as motivações são alheias ao Evangelho. A Cruz de Cristo é a prova definitiva de que Deus já nos abençoou com tudo o que era necessário. Não ofertamos para sermos abençoados, mas porque já fomos abençoados pela obra redentora de Jesus. A gratidão, e não o interesse, deve ser o motor da generosidade.

A Sustentabilidade da Igreja e a Maturidade

É inegável que as instituições eclesiásticas possuem custos operacionais, contas e funcionários. A abordagem da liberdade é, de fato, um caminho mais "difícil" e arriscado do que a imposição de uma regra fixa. Exige maturidade tanto da liderança quanto dos membros.

Contudo, a premissa é que o amor gera um compromisso mais forte do que o decreto. Da mesma forma que não se deve criar uma lei para obrigar um filho a amar o pai — pois isso anularia a genuinidade da relação —, a igreja não deveria precisar de decretos de ameaça para se manter. Se a participação depende apenas do medo ou da obrigação, a essência da comunidade de fé já se perdeu.

Em suma, a contribuição na Nova Aliança é um convite à liberdade. É a oportunidade de demonstrar, sem constrangimentos, que onde está o nosso tesouro, ali também está o nosso coração.

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Diego Vieira Dias em 17/01/2026

24. Igreja Institucional x Igreja Orgânica: A Verdadeira Essência da Comunidade e do Dízimo (2 Co. 9)

A Motivação do Coração: Amor, Alegria e o Fim da Barganha

Muitas das resistências e feridas relacionadas ao dízimo e às ofertas não nascem da falta de generosidade das pessoas, mas da distorção causada pela supremacia da instituição sobre o organismo. Quando a igreja institucional se torna mais forte do que o próprio corpo e seus projetos particulares sufocam a simplicidade do Evangelho, a relação com o dinheiro adoece.

Nesse cenário deturpado, a contribuição financeira frequentemente se polariza em dois extremos nocivos: a ganância ou o medo.

  • Ganância: A pessoa contribui porque "quer mais", movida pela teologia da prosperidade que transforma Deus em um mecanismo de investimento financeiro.
  • Medo: A pessoa contribui porque teme "ter menos", receando maldições ou a ação de um "devorador" caso não cumpra o ritual.

Em ambos os casos, a relação de amor com Deus é substituída por uma barganha comercial. O louvor, a adoração e a generosidade genuína dão lugar a um cálculo frio de risco e recompensa.

A verdadeira motivação bíblica para a contribuição rompe completamente com essa lógica de troca. O cristão não deve dar por obrigação, nem por medo, nem por interesse. A base da entrega é o entendimento de que somos membros uns dos outros.

"Deus ama aquele que dá com alegria." (2 Coríntios 9:7)

A alegria na contribuição surge quando a igreja se compreende como uma comunidade de amor. Quando o dinheiro é depositado não para sustentar uma estrutura fria, mas para viabilizar o cuidado mútuo e a missão de ser "luz e sal" fora das quatro paredes, o ato de ofertar se torna uma extensão da própria fé.

Em última análise, para se fazer igreja não é necessário dinheiro algum, apenas o sangue do Cordeiro e pessoas dispostas a caminharem juntas. No entanto, aqueles que compreendem a profundidade dessa união frequentemente decidem, com liberdade e alegria, usar seus recursos materiais para abençoar o corpo e expandir o Reino. A organização deve ser apenas a serva desse movimento orgânico de generosidade, garantindo que o amor prático chegue a quem precisa.

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8 E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, 9 conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.

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10 Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça; 11 para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus.

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12 Porque a administração desse serviço nãosupre as necessidades dos santos, mas também redunda em muitas graças, que se dão a Deus, 13 visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles e para com todos, 14 e pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há.

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15 Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável.

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