Mateus Cap. 6
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A Graça Soberana: O Milagre que Não Depende de Pedido
A narrativa de Naim confronta diretamente a mentalidade transacional que permeia grande parte da experiência religiosa contemporânea. Frequentemente, cultiva-se a ideia de que Deus reage exclusivamente a estímulos humanos: uma oração poderosa, uma oferta sacrificial, uma campanha de jejum ou uma declaração de fé inabalável. No entanto, o milagre realizado na vida daquela viúva desmonta a teologia do mérito e da barganha.
Jesus caminhou cerca de 50 quilômetros, uma jornada exaustiva, não porque foi convocado, mas porque decidiu ir. Não há registro de que a viúva ou qualquer pessoa da multidão fúnebre tivesse "ativado" o poder de Deus através de crenças ou rituais. Pelo contrário, ela estava imersa em sua dor, provavelmente nem notou a aproximação do Mestre até ser abordada por Ele.
"Não dependeu da fé desta mulher, não houve oração dela e não foi um ato que partiu do crente. Jesus andou 50 km pela sua misericórdia, pela sua compaixão e pelo seu amor."
A Iniciativa Divina
Este episódio destaca a Soberania da Graça. A graça, por definição, é um favor imerecido e, muitas vezes, não solicitado. Deus não precisa da autorização humana ou da "fé" humana como combustível para operar. Ele é o detentor de todo o poder e o exerce conforme o conselho da Sua própria vontade.
A multidão que seguia Jesus estava em festa, viciada nos sinais e no entretenimento dos milagres, mas Jesus rompe com a expectativa do espetáculo para atender a uma necessidade silenciosa. Ele demonstra que o Seu Reino não funciona sob a lógica de "quem pede recebe", mas sob a lógica superior de um Pai que "sabe do que vós necessitais, antes de lho pedirdes" (Mt. 6:8).
O Deus que Visita
A reação final do povo, "Deus visitou o seu povo" (Lc. 7:16), é teologicamente precisa. Não foi o povo que alcançou a Deus com seus esforços, mas Deus que desceu ao nível da miséria humana para intervir.
Isso nos liberta do peso esmagador de acharmos que somos os geradores dos milagres em nossas vidas. Se o milagre dependesse da qualidade da nossa fé ou da perfeição da nossa oração, estaríamos perdidos. A esperança cristã reside no fato de que, mesmo quando não temos forças para pedir, ou fé para crer, a compaixão de Cristo pode caminhar léguas para nos encontrar no meio do nosso funeral.
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