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Cap. 6

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Capítulo 6

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1 Entãorespondeu a seu amigo Elifaz: 2 “Ah, se alguém pudesse pesar a minha aflição e o meu sofrimento, e pôr numa balança a minha desgraça!

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3 Você veria que a minha dor é mais pesada do que toda a areia do mar. Por isso falei com tanta impetuosidade.

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4 O Todo-poderoso me castigou com as suas flechas, e o meu espírito está envenenado por causa delas. Deus me castigou com toda espécie de sofrimento e dor.

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5 Pense bem: Por acaso o jumento selvagem zurra quando tem capim? E o boi muge, se tiver seu pasto?

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6 Por acaso se come sem sal uma comida que não tem gosto? E a clara do ovo, tem algum sabor?

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7 Recuso-me a tocar nisso; essa comida me causa repugnância.

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8Quem dera Deus ouvisse o meu pedido e atendesse ao meu desejo!

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9 Quem dera que ele me esmagasse e com sua mão me eliminasse!

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10 Assim, mesmo sofrendo e morrendo, eu ainda teria um consolo; estou inocente em meio à dor implacável, diante do Santo Deus, pois não nego a sua palavra.

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11Que esperança posso ter, se já não tenho mais forças para continuar vivendo? Por que demorar tanto se o meu fim é certo?

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12 Será que Deus pensa que sou feito de pedra, ou de bronze, que não sinto dor?

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13 Não, eu morrerei sem receber ajuda, e nãoninguém que me ajude neste sofrimento!

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14 “O amigo deve mostrar compreensão e ajuda na hora da dificuldade, mas vocês estão me tratando como se eu tivesse abandonado o temor do Todo-poderoso.

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15 Vocês, que são como irmãos para mim, acabaram me tratando falsamente. Vocês são como os riachos que correm montanha abaixo, até o fundo dos vales.

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16 Quando a neve e o gelo do inverno derretem, eles correm cheios e rápidos, 17 mas quando vem o calor, eles param de fluir, e no verão eles desaparecem dos seus leitos.

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18 As caravanas saem da sua rota; sobem para lugares desertos e acabam morrendo ali.

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19 As caravanas de mercadores vindas de Temá procuram esses riachos; cheios de esperança olham os mercadores de Sabá.

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20 Ficam tristes, porque estavam confiantes; acabam ficando decepcionados, pois não encontram água para beber.

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21 Vocês são como esses riachos para mim; eu esperava encontrar ajuda, mas vocês se afastaram, espantados com a minha desgraça.

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22 Por acaso eu pedi alguma coisa de vocês, ou que me dessem algum presente?

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23 Por acaso pedi que me livrassem do inimigo? Ou que me livrassem das mãos de quem me oprime?

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24Tudo que eu quero é uma explicação para todo esse sofrimento; eu me calarei, se alguém me mostrar os erros que cometi.

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25 Quão dolorosas são as palavras honestas! Mas o que prova a acusação de vocês?

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26 Por acaso vocês pretendem corrigir o que digo, querem tratar as palavras de um homem desesperado como se elas fossem como vento?

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27 Vocês seriam capazes de vender um órfão como escravo ou de trair o melhor amigo por um punhado de dinheiro.

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28 Olhem para mim, por favor! Eu não seria capaz de mentir para vocês, meus amigos!

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29 Não me considerem culpado tão depressa! Julguem o meu caso mais uma vez e sejam bem sinceros; vocês verão que não mereço este sofrimento.

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30 Ou vocês pensam que sou mentiroso? Será que não sei mais discernir o que é certo e o que é errado e admitir o meu erro se tivesse cometido algum pecado?

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