Efésios Cap. 5
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O Contexto de Corinto: Ordem e Caos no Culto
Para compreender profundamente a instrução apostólica registrada na Primeira Carta aos Coríntios, especificamente no capítulo 12, é indispensável situar o leitor no cenário histórico e eclesiástico enfrentado pelo apóstolo Paulo. A carta não é um tratado teológico abstrato, mas uma resposta pastoral a problemas concretos que ameaçavam a integridade e o testemunho daquela comunidade cristã.
O apóstolo dedica uma porção significativa de sua epístola para tratar de questões relacionadas à liturgia e ao comportamento durante o culto público. Esta seção tem início no capítulo 11, onde são abordados temas como o uso do véu pelas mulheres e a celebração correta da Ceia do Senhor. Contudo, ao adentrar o capítulo 12, Paulo se volta para um problema de consequências talvez ainda mais graves: a má compreensão e o uso desordenado dos dons espirituais.
A igreja de Corinto vivia um momento de turbulência litúrgica. Aparentemente, indivíduos exerciam o dom de profecia de maneira irresponsável, dizendo coisas impróprias durante o culto, sem que houvesse um critério de julgamento ou discernimento por parte da congregação. Além disso, havia uma ênfase desproporcional no dom de línguas. Relatos indicam que muitos falavam simultaneamente, sem ordem e, crucialmente, sem interpretação, o que impedia a edificação racional da igreja.
"Aparentemente, pessoas com dom de profetizar estavam se levantando e falando no culto e dizendo coisas impróprias e não havia um julgamento... Sem dúvida também muita ênfase era dada ao dom de línguas, e aquelas pessoas que tinham esse dom na igreja falavam simultaneamente, todas ao mesmo tempo."
Esse ambiente caótico gerava uma atmosfera nociva de competitividade e divisão. A supervalorização dos dons considerados "extraordinários" ou mais visíveis criava duas classes de cristãos: aqueles que possuíam tais manifestações e se sentiam espiritualmente superiores, e aqueles que, por não as possuírem, sentiam-se inferiores, excluídos ou tomados por inveja e cobiça. O culto, que deveria ser um ambiente de adoração a Deus e comunhão mútua, havia se tornado um palco de desordem.
Antes de regular a prática — o que ele fará detalhadamente ao final do capítulo 14 —, o apóstolo Paulo utiliza seu método costumeiro: estabelecer bases teológicas sólidas. Ele entende que corrigir o comportamento sem ajustar a crença leva apenas ao pragmatismo ou à superstição. Por outro lado, a doutrina sem aplicação prática torna-se mera especulação intelectual.
Portanto, a abordagem paulina nos capítulos 12, 13 e 14 visa primeiramente alinhar o entendimento dos coríntios sobre a natureza, o propósito e a fonte dos dons espirituais. Ele já havia estabelecido princípios fundamentais nos versículos anteriores: a exaltação de Cristo como critério de autenticidade, a origem trinitária dos dons, a finalidade de utilidade comum e a soberania do Espírito na distribuição.
Agora, o foco recai sobre a unidade e a interdependência. O objetivo é demonstrar que a diversidade de dons não deve servir para a fragmentação, mas para a coesão do corpo de Cristo.
O Batismo com o Espírito Santo como Fundamento da Unidade (1 Co 12:12-13)
Para combater o espírito faccioso e as divisões decorrentes da disputa por dons espirituais, o apóstolo Paulo estabelece a base teológica da unidade cristã utilizando uma das metáforas mais ricas do Novo Testamento: a analogia do corpo humano.
"Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito." (1 Co 12:12-13)
A lógica apresentada é clara: embora um corpo físico possua diversos membros e órgãos com funções distintas, ele permanece sendo uma única entidade. Da mesma forma, a Igreja não é um aglomerado de indivíduos desconexos, mas o próprio corpo místico de Cristo. A diversidade de dons e personalidades não anula a unidade orgânica que existe entre os crentes.
O elemento central que constitui essa unidade é o "batismo com o Espírito Santo". Esta passagem é fundamental para a teologia bíblica, sendo a sétima vez que o Novo Testamento menciona esta expressão (as outras seis ocorrem nos Evangelhos e em Atos 1). A interpretação coerente, alinhada ao contexto imediato e ao restante das epístolas, aponta que esta experiência não se refere a uma "segunda bênção" ou a um revestimento de poder posterior à conversão, mas sim ao ato iniciatório da vida cristã.
O texto afirma categoricamente que "todos nós fomos batizados". O uso do tempo verbal indica uma ação passada e completa, que abrange a totalidade dos crentes, sem exceção. Isso sugere que o batismo com o Espírito Santo coincide com a regeneração, a justificação e o novo nascimento. É o momento em que o Espírito Santo insere o indivíduo no corpo de Cristo.
É comum que surjam objeções baseadas nas narrativas do livro de Atos (como o dia de Pentecostes, a conversão dos samaritanos ou dos discípulos em Éfeso), onde parece haver um intervalo temporal entre a fé e o recebimento do Espírito. No entanto, uma análise hermenêutica cuidadosa reconhece o livro de Atos como um registro histórico de um período de transição entre a Antiga e a Nova Aliança. Tais eventos específicos serviram para demonstrar, de forma visível e atestada pelos apóstolos, que Deus estava estendendo a salvação a novos grupos (judeus, samaritanos e gentios).
Uma vez estabelecida a Igreja, o padrão doutrinário apresentado nas epístolas não contém ordens para que o crente busque ser "batizado" com o Espírito, pois isso já ocorreu em sua conversão. A distinção bíblica crucial reside entre batismo e plenitude:
- Batismo com o Espírito: Experiência única, irrepetível, posicional (coloca o crente no corpo) e universal a todos os salvos.
- Plenitude do Espírito: Experiência contínua, repetível e experimental ("Enchei-vos do Espírito", Ef 5:18).
Portanto, o que une a Igreja é o fato de que todos — independentemente de origem étnica (judeus ou gregos) ou status social (escravos ou livres) — participam do mesmo Espírito. A todos foi dado "beber" da mesma fonte espiritual. Essa verdade teológica desmonta qualquer hierarquia espiritual baseada na posse de dons específicos, lembrando à comunidade que a base de sua existência é a obra comum do Espírito Santo em cada indivíduo, integrando-o a Cristo.
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A Autoridade Pastoral e o Princípio da Submissão Mútua na Igreja
A dinâmica de autoridade dentro da igreja é frequentemente mal compreendida, gerando desequilíbrios que oscilam entre o autoritarismo e a falta de respeito pela liderança. Para compreender a visão bíblica correta, é essencial examinar o texto de Efésios, especificamente o versículo que precede as instruções sobre o casamento.
"Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus." (Efésios 5:21)
Muitos ignoram o contexto deste versículo. Embora a Bíblia instrua que as esposas sejam submissas aos seus maridos (v. 22), o versículo 21 estabelece um princípio comunitário: na igreja, como corpo de Cristo, existe um chamado à submissão mútua entre os irmãos. Isso inclui a relação entre o pastor e a congregação.
Infelizmente, o cenário religioso atual apresenta muitos líderes que agem como "reis" de suas congregações. Eles adotam títulos de exclusividade, autodenominando-se "o ungido de Jeová", sugerindo uma casta espiritual superior intocável. Essa postura contradiz o ensino do Apóstolo João, que afirma que todos os cristãos possuem a unção do Santo (1 Jo. 2:20, 27). Embora a Bíblia instrua claramente em Hebreus, 1 Pedro e 1 Timóteo que devemos honrar e respeitar os pastores, esse respeito não deve ser confundido com uma subserviência cega a homens que se isolam em pedestais.
Existem graves problemas quando o pastor prega prosperidade e é o único que prospera, vivendo como um monarca enquanto o rebanho sofre. Líderes que se tornam inacessíveis, que pregam do púlpito mas não se misturam com as "pessoas comuns" da congregação, não refletem o modelo bíblico de pastorado.
A verdadeira autoridade de um pastor não deriva de sua personalidade, de "visões" particulares ou de experiências místicas subjetivas, mas sim de sua fidelidade à gramática da Palavra de Deus.
"Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos." (Mateus 23:8)
A congregação não é uma audiência passiva; ela possui a Bíblia nas mãos. Os membros têm não apenas o direito, mas a responsabilidade de examinar a vida e o ensino de seus líderes à luz das Escrituras. Se um pastor ensina conforme o texto sagrado, ele tem autoridade delegada por Deus. No entanto, se ele se desvia, a igreja — que também é ungida pelo Espírito — tem a autoridade da Palavra para confrontá-lo.
Em última análise, pastores, mestres e evangelistas são, antes de tudo, irmãos. A igreja deve cuidar de seus pastores, observando suas vidas, e os pastores devem pastorear o rebanho, sabendo que também estão sujeitos ao escrutínio das Escrituras e à prestação de contas no corpo de Cristo.
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O Papel do Marido na Santificação da Esposa
A analogia entre o casamento e a relação de Cristo com a Igreja aprofunda-se quando consideramos o propósito final do sacrifício de Cristo. Ele não apenas morreu para justificar a Igreja, mas para transformá-la. Da mesma forma, o marido recebe uma missão específica em relação à vida espiritual de sua esposa.
"...para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra." (Ef. 5:26)
Este versículo estabelece uma distinção crucial. O marido não utiliza sua autoridade para satisfazer seus próprios desejos carnais, nem para satisfazer os caprichos carnais de sua esposa, pois ela também pode desejar coisas que não são corretas. O objetivo da liderança e do amor do marido é a santificação.
O Ministério de "Lavar com a Palavra"
É fundamental compreender o que significa, na prática, "lavar a esposa na Palavra". Não se trata de transformar o lar em uma sala de aula teológica rígida, onde o marido monta um púlpito e prega sermões de uma hora para uma esposa cativa no sofá. Também não é conduzi-la a um calabouço legalista de regras sobre o que ela deve ou não fazer.
O "lavar com a Palavra" ocorre através de um convívio permeado pelas Escrituras. Significa sentar juntos, ler a Bíblia, orar um pelo outro e discutir as verdades divinas de maneira simples e constante. O marido deve banhar sua esposa na verdade de Deus, e o meio mais eficaz para isso é o exemplo pessoal.
O Poder do Arrependimento na Liderança
Para que o ensino do marido tenha autoridade e eficácia, ele deve ser genuíno. Ensinar teologia é relativamente fácil; viver o que se ensina diante da pessoa que conhece todas as suas falhas é o verdadeiro desafio. Por isso, uma das ferramentas mais poderosas na santificação do lar é o arrependimento do marido.
Quando um marido, ao tentar liderar espiritualmente, olha nos olhos de sua esposa e diz: "Querida, eu sei o que a Bíblia diz e sei que falhei nisso. Antes de prosseguirmos, por favor, perdoe-me", ele torna o cristianismo real. Ele demonstra que não é um hipócrita, mas um homem que, embora falho, luta para se conformar a Cristo. Isso valida sua liderança e abre o coração da esposa para a Palavra.
O Objetivo: Apresentá-la Gloriosa
Cristo trabalha incessantemente na Igreja com um objetivo final: apresentá-la a Si mesmo em toda a sua glória, sem mácula nem ruga (Ef. 5:27). Ele investe na Sua noiva para que ela se torne bela e santa.
Os maridos devem adotar essa mesma visão de longo prazo. O "projeto" de vida de um homem casado é investir na santidade, na alegria e na plenitude de sua esposa. Existe um ditado prático que ilustra essa responsabilidade:
"Se você não está contente com sua esposa após dez anos de casamento, você falhou."
Embora seja uma generalização, ela carrega uma verdade profunda. Se a esposa é como um jardim e o marido é o jardineiro, o estado do jardim após uma década reflete o cuidado e o cultivo dedicados a ele. A esposa deve florescer sob o cuidado do marido. A glória do marido não deve ser sua carreira ou seus hobbies, mas ver sua esposa radiante, cheia de alegria e crescendo à semelhança de Cristo. Ela é a "coroa" do marido, e o estado espiritual dela é, em grande parte, o reflexo do sacrifício e do amor que ele investiu.
4. A Santificação: Um Processo em Três Dimensões (Posicional, Progressiva e Plena)
O quarto benefício da salvação é a Santificação que é separação. Frequentemente, este termo gera dúvidas por parecer contraditório na experiência cristã: a Bíblia afirma que os crentes já são santos, mas ao mesmo tempo os exorta a serem santos. Para resolver essa aparente tensão, é necessário compreender que a santificação não é um evento único e estático, mas uma realidade que ocorre em três dimensões ou tempos distintos: Posicional, Progressiva e Plena.
A Santificação Posicional: "Já somos Santos"
A primeira dimensão refere-se à nossa posição legal e espiritual diante de Deus. No momento da conversão, o indivíduo é imediatamente separado do mundo e consagrado a Deus. O termo "santo" (do grego hagios) significa fundamentalmente "separado".
Por isso, o apóstolo Paulo dirige-se aos coríntios — uma igreja com muitos problemas morais e comportamentais — chamando-os de "santificados":
"À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos..." (1 Coríntios 1:2)
Nesta perspectiva, a santificação é um fato consumado. Não depende do grau de maturidade espiritual do indivíduo, mas da obra de Cristo que o separou do sistema mundano para pertencer exclusivamente a Deus.
A Santificação Progressiva: "Estamos nos tornando Santos"
Embora posicionalmente santos, na prática diária, o cristão ainda habita em um corpo mortal e enfrenta a luta contra o pecado. Aqui entra a Santificação Progressiva, que é o processo contínuo de abandono de velhos hábitos, vícios e mentalidades mundanas, substituindo-os por virtudes divinas.
Diferente da Justificação e da Regeneração, que são atos instantâneos, a Santificação Progressiva dura toda a vida terrena. É comparável ao crescimento de uma criança: após nascer (regeneração), ela precisa ser educada e amadurecer.
Este processo ocorre através da ação da Palavra de Deus e do Espírito Santo:
"Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17:17)
"Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver." (1 Pedro 1:15-16)
É importante frisar que, nesta etapa terrestre, a perfeição absoluta é inalcançável. Todos os crentes, ainda que em processo de melhoria, possuem falhas ("rugas e máculas"). A santificação envolve o ser humano integralmente — espírito, alma e corpo (1 Tessalonicenses 5:23) — moldando o caráter até o fim da vida.
A Santificação Plena: "Seremos totalmente Santos"
A terceira e última fase da santificação é futura e escatológica. Ela ocorrerá quando Cristo voltar para buscar a Sua Igreja. Neste momento, a obra de santificação será concluída, eliminando definitivamente a presença e a possibilidade do pecado na natureza humana.
"Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." (Efésios 5:27)
A promessa bíblica é que seremos apresentados "imaculados e jubilosos" diante da glória de Deus (Judas 1:24). Esta santificação plena está intrinsecamente ligada à transformação final do nosso ser, onde aquilo que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade. É o estágio onde a luta contra a carne cessa, pois a própria natureza pecaminosa será extinta, preparando o caminho para o benefício final da salvação: a Glorificação.
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A Dinâmica Essencial: Amor para Ela, Respeito para Ele
Ao encerrar suas instruções sobre o casamento em Efésios, o apóstolo Paulo resume os deveres conjugais com uma precisão cirúrgica, abordando as necessidades fundamentais de cada cônjuge:
"Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito." (Ef. 5:33)
Há uma distinção notável neste mandamento. Embora o amor e o respeito devam ser mútuos em um sentido geral, a ênfase bíblica recai sobre o que cada um mais necessita vitalmente para florescer no relacionamento.
A Necessidade Vital do Marido: Respeito
O texto não ordena explicitamente, neste versículo específico, que a esposa "ame" o marido, mas sim que ela o respeite. Isso aponta para a constituição interna do homem. Em geral, o marido não necessita de reafirmações constantes de afeto verbal, flores ou cartões sentimentais da mesma forma que a esposa. O que o alimenta e fortalece é saber que é respeitado.
Para um homem, o desrespeito de sua esposa é devastador. Ele pode enfrentar o mundo inteiro, suportar críticas no trabalho ou ataques externos e permanecer inabalável. No entanto, se ele percebe que sua esposa não o respeita, isso o "mata" interiormente. A esposa tem o poder único de edificar ou destruir a confiança de seu marido.
Muitas esposas caem na armadilha de condicionar o respeito ao mérito: "Eu o respeitarei quando ele merecer". Os maridos, por sua vez, podem pensar: "Eu a amarei quando ela for amável". Entrar nesse jogo de "olho por olho" deixa a família cega e destrói o lar. O mandamento é incondicional; o respeito deve ser oferecido como um ato de obediência ao Senhor, independentemente das falhas do cônjuge.
A Necessidade Vital da Esposa: Amor Demonstrado
Por outro lado, o marido deve compreender que sua esposa não é igual a ele. Se ele acha que ela não precisa ouvir "eu te amo" com frequência, ele está enganado. A esposa floresce sob a segurança do amor verbalizado e demonstrado.
O marido pode não ser naturalmente inclinado a expressar sentimentos, mas o chamado cristão é para o arrependimento e a mudança. Se não é da natureza dele ser afetuoso, ele deve buscar a graça de Deus para se tornar o que sua esposa precisa. Assim como Cristo confirma constantemente Seu amor pela Igreja através de providência e cuidado, o marido deve provar e reafirmar seu amor continuamente.
O Resgate da Honra no Lar
Vivemos em uma cultura que perdeu o senso de honra, onde o sacrifício pelo outro é visto como antiquado ou opressivo. No entanto, a beleza do casamento cristão reside justamente na honra mútua.
Imagine uma esposa que prepara um jantar requintado e decora a casa com esmero. Ao ser elogiada pelos convidados, ela responde sinceramente: "Fiz tudo isso para honrar meu marido". Tal atitude pode soar estranha aos ouvidos modernos, condicionados pelo individualismo, mas reflete a glória do Evangelho. Da mesma forma, um marido deve viver de tal maneira que tudo o que faz — seu trabalho, seu serviço, sua proteção — seja para honrar e abençoar sua esposa.
O casamento é o lugar onde a cura para o egoísmo começa. É o laboratório onde aprendemos a amar uma pessoa imperfeita como Cristo amou a Igreja. Quando o marido se dedica a amar sacrificialmente e a esposa se dedica a respeitar profundamente, o casamento torna-se não apenas uma união duradoura, mas um reflexo vivo do próprio Evangelho diante do mundo.
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