6Pormim, pois, se fez um decreto, peloqualfossemintroduzidos à minhapresençatodos os sábios de Babilônia, paraque me fizessemsaber a interpretação do sonho.
8Mas, porfim, entrou na minhapresençaDaniel, cujonome é Beltessazar, segundo o nome do meudeus, e no qual há o espíritodosdeusessantos; e eu contei o sonhodiantedele:9Beltessazar, príncipedosmagos, eu seique há em ti o espíritodosdeusessantos, e nenhumsegredo te é difícil; dize-me as visões do meusonhoquetive e a suainterpretação.
10Eramassim as visões da minhacabeça, na minhacama: eu estavaolhando e vi umaárvore no meio da terra, cujaalturaeragrande;11cresciaessaárvore e se faziaforte, de maneiraque a suaalturachegavaaté ao céu; e foivistaatéaosconfins da terra.
12 A suafolhagemeraformosa, e o seufruto, abundante, e havianelasustentoparatodos; debaixodela, os animais do campoachavamsombra, e as aves do céufaziammoradanosseusramos, e todacarne se mantinhadela.
13Estavavendoissonasvisões da minhacabeça, na minhacama; e eisque um vigia, um santo, descia do céu,14clamandofortemente e dizendoassim: Derribai a árvore, e cortai-lhe os ramos, e sacudi as suasfolhas, e espalhai o seufruto; afugentem-se os animais de debaixodela e as avesdosseusramos.
15Mas o tronco, com as suasraízes, deixai na terra e, comcadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e sejamolhado do orvalho do céu, e a suaporçãosejacom os animais na grama da terra.
17Estasentença é pordecretodosvigiadores, e estaordem, pormandadodossantos; a fim de queconheçam os viventesque o Altíssimotemdomíniosobre os reinosdoshomens; e os dá a quemquer e até ao maisbaixodoshomensconstituisobreeles.
18Isso em sonho eu, reiNabucodonosor, vi; tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação; todos os sábios do meureinonãopuderamfazer-me saber a interpretação, mas tu podes; pois há em ti o espíritodosdeusessantos.
19Então, Daniel, cujonomeeraBeltessazar, esteveatônitoquaseumahora, e os seuspensamentos o turbavam; falou, pois, o rei e disse: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a suainterpretação. RespondeuBeltessazar e disse: Senhormeu, o sonhosejacontra os que te têmódio, e a suainterpretação, para os teusinimigos.
20 A árvorequeviste, quecresceu e se fezforte, cujaalturachegavaaté ao céu, e quefoivistaportoda a terra;21cujasfolhaseramformosas, e o seufruto, abundante, e em queparatodoshaviamantimento; debaixo da qualmoravam os animais do campo, e em cujosramoshabitavam as aves do céu,22 és tu, ó rei, quecresceste e te fizesteforte; a tuagrandezacresceu e chegouaté ao céu, e o teudomínio, até à extremidade da terra.
23 E, quanto ao queviu o rei, um vigia, um santo, quedescia do céu e quedizia: Cortai a árvore e destruí-a, mas o tronco, com as suasraízes, deixai na terra e, comcadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e sejamolhado do orvalho do céu, e a suaporçãosejacom os animais do campo, atéquepassemsobreelesetetempos,24esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, quevirásobre o rei, meusenhor:25serástirado de entre os homens, e a tuamoradaserácom os animais do campo, e te farãocomerervacomo os bois, e serásmolhado do orvalho do céu; e passar-se-ão setetemposporcima de ti, atéqueconheçasque o Altíssimotemdomíniosobre o reinodoshomens e o dá a quemquer.
27Portanto, ó rei, aceita o meuconselho e desfaze os teuspecadospelajustiça e as tuasiniquidades, usando de misericórdiaparacom os pobres, e talvez se prolongue a tuatranquilidade.
29 Ao cabo de dozemeses, andando a passearsobre o palácioreal de Babilônia,30falou o rei e disse: Não é esta a grandeBabilôniaque eu edifiqueipara a casareal, com a força do meupoder e paraglória da minhamagnificência?
32 E serástiradodentre os homens, e a tuamoradaserácom os animais do campo; far-te-ão comerervacomo os bois, e passar-se-ão setetempossobre ti, atéqueconheçasque o Altíssimotemdomíniosobre os reinosdoshomens e os dá a quemquer.
33 Na mesmahora, se cumpriu a palavrasobreNabucodonosor, e foitiradodentre os homens e comiaervacomo os bois, e o seucorpofoimolhado do orvalho do céu, atéquelhecresceupelo, como as penas da águia, e as suasunhas, como as dasaves.
34Mas, ao fimdaquelesdias, eu, Nabucodonosor, levantei os meusolhos ao céu, e tornou-me a vir o meuentendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao queviveparasempre, cujodomínio é um domíniosempiterno, e cujoreino é de geração em geração.
35 E todos os moradores da terrasãoreputados em nada; e, segundo a suavontade, eleoperacom o exército do céu e os moradores da terra; não há quempossaestorvar a suamão e lhediga: Quefazes?
36 No mesmotempo, me tornou a vir o meuentendimento, e para a dignidade do meureinotornou-me a vir a minhamajestade e o meuresplendor; e me buscaram os meuscapitães e os meusgrandes; e fuirestabelecido no meureino, e a minhaglóriafoiaumentada.
37Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao Reidoscéus; porquetodas as suasobrassãoverdades; e os seuscaminhos, juízo, e podehumilharaosqueandam na soberba.
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