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2 Reis Cap. 4

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Capítulo 4

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2 Reis

Versão: AS21
Progresso de leitura 0/44 versículos
1 Uma das mulheres dos seguidores dos profetas gritou a Eliseu: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia o SENHOR. Agora o credor acaba de chegar para levar meus dois filhos para serem escravos.

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2 Eliseu lhe perguntou: Que farei em teu favor? Dize-me o que tens em casa. Ela disse: Tua serva não tem nada em casa, a não ser uma vasilha de azeite.

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3 Ele lhe disse: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.

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4 Depois, entra com teus filhos e fecha a porta; coloca o azeite em todas essas vasilhas e separa a vasilha que estiver cheia.

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5 Então ela se foi, entrou em casa com seus filhos e fechou a porta. Eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.

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6 Quando as vasilhas ficaram cheias, ela disse ao filho: Traze-me mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Nãomais vasilha alguma. Então o azeite parou.

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7 Então, ela foi contar ao homem de Deus. Ele lhe disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivereis do que sobrar.

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8 Um dia Eliseu foi a Suném, onde havia uma mulher rica que insistiu para que ele comesse em sua casa; todas as vezes que ele passava por ali, ia atépara comer.

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9 Ela disse a seu marido: Tenho observado que este que sempre nos visita é um santo homem de Deus.

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10 Construamos um pequeno quarto no alto e coloquemos ali uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lâmpada. Assim, ele poderá se hospedar ali quando vier nos visitar.

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11 Certo dia, ele chegou ali, hospedou-se naquele quarto e foi descansar.

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12 Então disse ao seu servo Geazi: Chama a sunamita. Ele a chamou, e ela foi até ele.

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13 Eliseu mandou Geazi dizer: Tu tens feito muito por nós; o que poderíamos fazer por ti? Há algum motivo para se interceder por ti junto ao rei ou ao comandante do exército? Ela respondeu: Eu vivo bem no meio do meu povo.

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14 Então ele disse: Que faremos então por ela? Geazi respondeu: Ela não tem filho, e seu marido é velho.

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15 Então ele disse: Chama-a. Ele a chamou, e ela foi até a porta.

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16 Eliseu disse: Nesta época, no ano que vem, abraçarás um filho. Ela respondeu: Não, meu senhor, homem de Deus; não mintas à tua serva.

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17 Mas a mulher ficou grávida e deu à luz um filho no ano seguinte, no tempo certo, como Eliseu tinha dito.

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18 Quando o meninoestava crescido, saiu um dia com seu pai, que estava com os ceifeiros.

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19 Então ele gritou ao pai: Minha cabeça! Minha cabeça! O pai disse a um servo: Leva-o a sua mãe.

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20 Este o pegou e o levou a sua mãe; e o menino ficou no colo dela até o meio-dia e, então, morreu.

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21 Ela subiu, deitou-o sobre a cama do homem de Deus e, depois de fechar a porta, se foi.

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22 Então chamou seu marido e disse: Manda-me, por favor, um dos servos e uma das jumentas, para que eu vá correndo ao homem de Deus e volte.

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23 Ele disse: Por que queres encontrá-lo hoje? Não é lua nova nem sábado. Mas ela disse: Tudo correrá bem.

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24 Então ela mandou selar a jumenta e disse ao seu servo: Conduze-me e não para no caminho, senão quando eu mandar.

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25 Ela partiu para encontrar-se com o homem de Deus no monte Carmelo. Quando ela o viu de longe, o homem de Deus disse a Geazi, seu servo: Ali vem a sunamita; 26 corre ao encontro dela e pergunta-lhe: Está tudo bem? Como está teu marido? Como está teu filho? E ela respondeu: Vai bem.

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27 Quando ela chegou ao monte, diante do homem de Deus, agarrou-se em seus pés. Geazi veio tirá-la, mas o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque está angustiada, e o SENHOR encobriu de mim e não me disse nada.

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28 Então ela disse: Por acaso pedi ao meu senhor algum filho? Eu não te disse: Não me enganes?

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29 Então ele disse a Geazi: Arruma-te, pega o meu cajado na mão e vai. Se encontrares alguém, não o cumprimentes; e se alguém te cumprimentar, não lhe respondas; põe o meu cajado sobre o rosto do menino.

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30 Porém a mãe do menino disse: Tão certo como vive o SENHOR e tu vives, eu não te deixarei. Então ele se levantou e a seguiu.

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31 Geazi foi à frente deles e pôs o cajado sobre o rosto do menino; mas ele não reagiu. Então, voltou, foi ao encontro de Eliseu e informou: O menino não despertou.

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32 Quando Eliseu chegou à casa, o menino estava deitado, morto sobre sua cama.

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33 Então ele entrou, fechou a porta e orou ao SENHOR.

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34 Em seguida subiu na cama e deitou-se sobre o menino, pondo a boca sobre a boca do menino, os olhos sobre os seus olhos, e as mãos sobre as suas mãos, e ficou encurvado sobre ele até que o corpo do menino aqueceu.

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35 Depois desceu, andou pela casa de um lado para o outro, voltou a subir e se encurvou sobre ele; então o menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.
Versículo 35
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Diego Vieira Dias há 4 semanas

20. O Verdadeiro Poder do Evangelho: Quando a Compaixão Supera a Busca por Milagres (Lc. 7:11-17)

O Encontro em Naim: Quando a Multidão da Vida Cruza com a Morte

A narrativa bíblica registrada em Lucas 7:11-17 apresenta um cenário de profundo simbolismo e contraste. Jesus, após realizar um milagre à distância em Cafarnaum, empreende uma jornada de aproximadamente 50 quilômetros até a cidade de Naim. Essa caminhada, que exigiria cerca de dez horas a pé, não foi um acaso geográfico, mas um movimento intencional da missão de Cristo.

"E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e iam com ele muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade." (Lucas 7:11-12)

Ao chegar ao portão da cidade, ocorre um encontro dramático entre duas multidões distintas. De um lado, vinha a comitiva de Jesus: discípulos e seguidores, possivelmente em clima de festa e admiração pelos sinais recentes de poder e vida. Do outro, saía da cidade um cortejo fúnebre: uma multidão em prantos, acompanhando a morte.

"A multidão da festa se encontrou com a multidão do choro. A multidão da vida se encontrou com a multidão da morte."

A Vulnerabilidade Absoluta

O foco da tragédia recai sobre uma figura central: uma mulher que já era viúva e que agora enterrava seu filho único. No contexto cultural e social da época, essa situação representava o ápice do desamparo. A mulher na sociedade antiga dependia da proteção e provisão masculina; perder o marido já era uma catástrofe, mas perder o único filho significava o fim de qualquer segurança futura, de linhagem e de sustento.

Essa mulher encarnava a figura da vulnerabilidade extrema, frequentemente citada na Lei e nos Profetas como alvo prioritário da misericórdia divina (os órfãos, as viúvas, os estrangeiros e os pobres). Ela estava caminhando para a completa solidão e invisibilidade social, lembrando a amargura de Noemi no livro de Rute, que se sentiu desprovida de tudo após perder marido e filhos.

O Milagre sem Pedido

"E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar." (Lucas 7:13-15)

Um detalhe crucial nesta passagem desafia a teologia popular da retribuição baseada na fé. Diferente de outros episódios, como o do Centurião ou da Mulher Cananeia, em Naim não houve nenhum pedido.

  • A viúva não sabia que Jesus estava chegando.
  • Ela não clamou por intervenção.
  • Não houve demonstração de "grande fé".
  • Ninguém intercedeu para que Jesus parasse o esquife.

Jesus agiu de forma unilateral. Ele caminhou uma longa distância para interceptar aquele enterro. A ressurreição do jovem não foi uma resposta a uma oração fervorosa ou a um ato de fé da mãe, mas um ato soberano da vontade de Deus.

Ao ver o milagre, a reação do povo foi exclamar: "Um grande profeta se levantou entre nós". Essa declaração ecoa a memória histórica de Israel, remetendo aos profetas Elias e Eliseu, que também ressuscitaram filhos de viúvas em momentos críticos da nação. Contudo, em Naim, algo maior que Elias estava presente: a própria Vida invadindo o território da morte sem precisar ser convidada.

"E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo." (Lucas 7:16)

O povo lembrou-se de Elias, que ressuscitou o filho da viúva de Sarepta:

"E o Senhor ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu." (1 Reis 17:22)

E também de Eliseu, com o filho da sunamita:

"E ele [Eliseu] tornou a andar na casa... depois subiu, e estendeu-se sobre ele; então o menino espirrou sete vezes, e o menino abriu os olhos." (2 Reis 4:35)

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36 Eliseu chamou Geazi e lhe disse: Chama essa sunamita. Ele a chamou. Quando ela veio, ele disse: Toma o teu filho.

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37 Então ela entrou e prostrou-se a seus pés, inclinando-se até o chão; ela pegou seu filho e se foi.

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38 Eliseu voltou a Gilgal quando a fome atingia a terra. Enquanto os seguidores dos profetas estavam com ele, Eliseu disse ao seu servo: Põe o caldeirão no fogo e prepara um cozido para os seguidores dos profetas.

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39 Então um deles saiu ao campo para apanhar ervas e encontrou uma trepadeira silvestre; ele colheu de seus frutos, enchendo sua capa. Quando voltou, picou-os no caldeirão do cozido sem saber o que era.

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40 Depois serviram aos homens e, quando eles provaram o cozido, gritaram: Ó homem de Deus, há morte na panela! E não puderam mais comer.

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41 Mas Eliseu disse: Trazei farinha. Ele a despejou na panela e disse: Servi aos homens para que comam. E já não havia mais perigo no caldeirão.

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42 Um homem veio de Baal-Salisa trazendo pães das primícias, vinte pães de cevada e espigas verdes em sua sacola, para o homem de Deus. Eliseu disse: Serve ao povo para que coma.

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43 Mas seu servo disse: Como servirei a cem homens? Eliseu respondeu: Serve ao povo para que coma, porque assim diz o SENHOR: Comerão e ainda sobrará.

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44 Então ele lhes serviu, eles comeram e ainda sobrou, conforme a palavra do SENHOR.

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