Êxodo Cap. 35
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As Obras Distintivas do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Embora as obras da Trindade sejam indivisíveis — onde um atua, todos atuam (princípio das obras ad extra) —, as Escrituras atribuem certas operações de maneira mais proeminente a uma pessoa específica. Essa apropriação nos ajuda a entender a beleza da harmonia divina, onde cada pessoa contribui de forma única para o grande propósito de Deus, tanto na criação quanto na redenção.
Deus Pai: A Fonte e o Planejador
A característica distintiva da primeira pessoa é a Paternidade. Ele é a fonte e origem de tudo o que existe.
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Paternidade Eterna: Ele é eternamente o Pai do Filho. Esse relacionamento não teve início no tempo; Jesus sempre foi o "unigênito" (monogenes), gerado eternamente pelo Pai antes da fundação do mundo.
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Paternidade Redentora: No Novo Testamento, essa paternidade torna-se pessoal para os crentes. Por meio da obra de Cristo, somos adotados na família divina.
"Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: 'Aba, Pai'." Romanos 8:15
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A Obra do Planejamento: Na economia da salvação, o Pai é o Arquiteto. É Ele quem elege, predestina e traça o plano da redenção antes da criação do mundo Efésios 1:3-6. Ele é aquele que envia o Filho e o Espírito.
Deus Filho: O Mediador e Executor
A característica distintiva da segunda pessoa é a Filiação. Ele é o Filho eterno, gerado pelo Pai, e também o Filho encarnado na história.
- Mediação: Jesus é o agente por meio de quem todas as coisas foram criadas e por meio de quem são sustentadas.
- Execução da Redenção: Coube ao Filho a tarefa de entrar na história humana, assumir a natureza humana e realizar a obra salvífica. Foi o Filho quem morreu na cruz, não o Pai ou o Espírito. Ele comprou a Igreja com Seu sangue, ressuscitou e agora governa como Rei e Cabeça da Igreja.
"Deus o Pai [...] nos escolheu nele antes da criação do mundo." Efésios 1:4
(Enquanto o Pai escolhe, o Filho concretiza a escolha através de sua obra expiatória).
Deus Espírito Santo: O Aplicador e Consumador
A característica distintiva da terceira pessoa é a Processão. Ele procede eternamente do Pai e do Filho. Sua atuação é frequentemente descrita como o ponto de contato direto entre Deus e a criação.
- Gerador e Mantenedor da Vida: Desde Gênesis, onde o Espírito "pairava sobre as águas", até o Salmo 104, vemos o Espírito gerando e sustentando a vida biológica.
- Capacitação (Graça Comum): É o Espírito quem distribui talentos e habilidades aos seres humanos, sejam eles crentes ou não. A habilidade artística de Bezalel para construir o Tabernáculo, por exemplo, é atribuída ao preenchimento do Espírito Êxodo 35:30-33. Abraham Kuyper destaca que todo talento humano, da arte à ciência de governar, procede do Espírito.
- Aplicação da Redenção: Na salvação, o Espírito Santo aplica a obra de Cristo ao coração dos eleitos. É Ele quem convence do pecado, gera o novo nascimento (regeneração), habita no crente e realiza a santificação progressiva, moldando-nos à imagem de Cristo.
Em resumo, a teologia clássica sintetiza essa dinâmica da seguinte forma: O Pai planeja a redenção, o Filho realiza a redenção, e o Espírito Santo aplica a redenção.
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