Mateus Cap. 28
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A Plenitude da Revelação Trinitária no Novo Testamento
Se o Antigo Testamento tinha como foco primordial a singularidade de Deus para preservar o monoteísmo em um contexto pagão, o Novo Testamento traz à luz a plenitude da triunidade divina. Nesta nova fase da revelação, as três pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo — são descritas possuindo o mesmo poder, honra, glória e atributos, recebendo adoração e atuando conjuntamente na história da redenção.
A evidência bíblica no Novo Testamento não deixa margem para dúvidas quanto à divindade distinta e simultânea das três pessoas.
Manifestações Simultâneas e Fórmulas Trinitárias
Um dos momentos mais emblemáticos onde a Trindade se revela de forma clara ocorre no batismo de Jesus. Neste evento, as três pessoas se manifestam simultaneamente, cada uma de maneira distinta:
"Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento, os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então, uma voz dos céus disse: 'Este é o meu Filho amado, em quem me agrado'." Mateus 3:16-17
Aqui vemos o Filho sendo batizado, o Espírito Santo descendo corporalmente e o Pai falando do céu, demonstrando que não são meras "máscaras" ou modos de um mesmo ser, mas pessoas distintas interagindo no tempo e espaço.
Além disso, a instrução de Jesus na Grande Comissão reforça a unidade essencial dessas três pessoas. Ao ordenar o batismo, Ele utiliza uma gramática singular muito específica:
"Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." Mateus 28:19
Jesus não diz "nos nomes" (plural), mas "no nome" (singular). Há um único Nome divino — o Deus único — que subsiste nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essa igualdade também é verificada na bênção apostólica, que coloca as três pessoas no mesmo nível de fonte de graça e comunhão:
"A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês." 2 Coríntios 13:14
A Divindade Absoluta do Filho
O Novo Testamento é categórico ao afirmar que Jesus Cristo é o próprio Deus (Yahweh do Antigo Testamento). Os autores neotestamentários frequentemente aplicam a Jesus textos e títulos que pertenciam exclusivamente a Deus.
Um exemplo notável é o uso do termo grego Kyrios (Senhor). Este termo era utilizado na Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) para substituir o nome sagrado hebraico YHWH (Yahweh). Ao chamar Jesus de Kyrios, os apóstolos estavam identificando-o como o Deus de Israel.
Ainda mais explícito é o apóstolo João ao relacionar a visão de Isaías com Jesus. Em Isaías 6, o profeta vê a glória de Yahweh no templo. Em João 12, o apóstolo afirma que Isaías viu, na verdade, a glória de Jesus:
"Isaías disse isso porque viu a glória de Jesus e falou sobre ele." João 12:41
Outros textos reforçam essa identidade divina, chegando a utilizar expressões impactantes como o "sangue de Deus", evidenciando a união hipostática (duas naturezas, divina e humana, na mesma pessoa):
"...pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue." Atos 20:28
"Enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo." Tito 2:13
A Pessoalidade e Divindade do Espírito Santo
Assim como o Pai e o Filho, o Espírito Santo é revelado como Deus. Ele não é uma energia impessoal, mas uma pessoa divina contra quem se pode pecar.
A prova mais contundente de sua divindade encontra-se no episódio de Ananias e Safira. Ao confrontar Ananias sobre sua mentira, o apóstolo Pedro intercala os termos "Espírito Santo" e "Deus" como sinônimos absolutos:
"Então perguntou Pedro: 'Ananias, como você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, a ponto de você mentir ao Espírito Santo...? [...] Você não mentiu aos homens, mas sim a Deus'." Atos 5:3-4
A conclusão lógica do texto bíblico é inegável: mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus, pois o Espírito Santo é Deus.
Em suma, o Novo Testamento consolida a revelação: Deus é um em essência, mas três em pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo — dignos da mesma adoração e glória.
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