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Colossenses Cap. 2

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Capítulo 2

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Colossenses

Versão: Almeida Revista e Atualizada
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1 Gostaria, pois, que soubésseis quão grande luta venho mantendo por vós, pelos laodicenses e por quantos não me viram face a face; 2 para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, 3 em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.
Versículo 2
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Diego Vieira Dias em 16/01/2026

Jesus Pregou no Inferno? Entenda o Mistério dos Espíritos em Prisão (1 Pe 3:18-20; Ef 4:8-10)

Terceira Interpretação: A Descida Vitoriosa aos Espíritos em Prisão

A terceira via interpretativa é, historicamente, a mais difundida na tradição cristã, servindo de base para a formulação clássica do Credo: "desceu à mansão dos mortos". Esta visão sustenta que, no intervalo entre a morte física na sexta-feira e a ressurreição no domingo, a alma humana de Jesus, separada de seu corpo (que repousava no sepulcro), desceu conscientemente ao Hades, o reino dos mortos.

Diferente da segunda interpretação, que situa o evento na ascensão, esta leitura toma a cronologia de forma literal: Cristo "morreu na carne", foi "vivificado no espírito" (uma referência à sua existência contínua no estado intermediário ou ao poder do Espírito Santo preservando sua vida) e, nesse estado desencarnado, dirigiu-se ao local de aprisionamento espiritual.

O Local: O Abismo ou Tártaro

Os defensores desta tese frequentemente associam a "prisão" mencionada em 1 Pedro 3:19 com o "Tártaro", termo utilizado em 2 Pedro 2:4 para descrever o local onde anjos caídos são mantidos em cadeias de escuridão.

Neste cenário, Jesus teria invadido o reduto mais profundo das trevas. O objetivo não era libertar esses seres demoníacos (os anjos que pecaram no tempo de Noé), mas sim confrontá-los face a face com a realidade de sua derrota.

Uma Proclamação de Juízo (Kerysso)

É fundamental distinguir esta interpretação da ideia de "evangelização dos mortos". A palavra grega kerysso usada aqui significa proclamar como um arauto. No contexto do mundo antigo, um general vitorioso ou um rei enviava um arauto para anunciar oficialmente a vitória e a subjugação dos inimigos.

Portanto, a descida de Cristo ao Hades teria o propósito de:

  1. Confirmar a Condenação: Anunciar aos espíritos rebeldes (anjos caídos ou humanos impenitentes da época do dilúvio) que a rebelião deles falhou definitivamente.
  2. Exibir o Triunfo da Cruz: Demonstrar que, mesmo morrendo, Ele conquistou as chaves da morte e do inferno (Apocalipse 1:18).

Paulo parece aludir a esse tipo de triunfo cósmico sobre as forças espirituais em sua carta aos Colossenses:

"E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz." (Colossenses 2:15)

O "Seio de Abraão" e a Transferência dos Santos

Algumas vertentes desta interpretação adicionam um elemento soteriológico, sugerindo que o Hades possuía dois compartimentos: um de tormento e outro de descanso (o Seio de Abraão, conforme Lucas 16). Segundo esta visão, Cristo desceu não apenas para condenar os ímpios na "prisão", mas para libertar os santos do Antigo Testamento que aguardavam a redenção, levando-os consigo para o céu no momento de sua ressurreição/ascensão.

Isso se alinha com a passagem de Efésios 4:8, que diz que Ele "levou cativo o cativeiro". Assim, a descida de Jesus marca uma mudança cosmológica fundamental: o Paraíso é transferido das regiões inferiores para a presença imediata de Deus no terceiro céu.

Esta interpretação oferece uma visão dramática e poderosa da vitória de Cristo, preenchendo o silêncio do "Sábado Santo" com uma atividade divina vigorosa que abalou as fundações do universo espiritual.

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4 Assim digo para que ninguém vos engane com raciocínios falazes.

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5 Pois, embora ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito, estou convosco, alegrando-me e verificando a vossa boa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.

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6 Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, 7 nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.

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8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; 9 porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

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10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

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11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.

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13 E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; 14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; 15 e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.

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16 Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, 17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.
Versículo 16
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Diego Vieira Dias em 29/11/2025

Sombras versus Realidade: O Caso do Sábado

A aplicação prática dessa abolição é vista claramente em Colossenses 2:16-17, onde Paulo proíbe que cristãos sejam julgados com base nas normas da Antiga Aliança:

"Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo." (Colossenses 2:16-17)

Este texto é crucial por listar elementos centrais da identidade judaica e da lei cerimonial e civil, incluindo as leis dietéticas (comidas e bebidas), o calendário litúrgico (festas e luas novas) e o Sábado.

É importante notar que "dias de sábado" (sabbaton) aqui inclui o sábado semanal, listado junto com as outras observâncias cíclicas de Israel. Paulo categoriza todas essas práticas como "sombras". A sombra não tem substância em si mesma; ela é apenas uma projeção que indica a chegada de algo real. Uma vez que a realidade (o corpo de Cristo) chegou, apegar-se à sombra é desnecessário e retrocesso espiritual. Portanto, na Nova Aliança, a observância de dias, festas ou restrições alimentares mosaicas não é normativa.

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, 19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem-vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

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20 Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: 21 não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, 22 segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.

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23 Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.

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