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1 João Cap. 2

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Capítulo 2

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1 João

Versão: NVT
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1 Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, contudo, alguém pecar, temos um advogado que defende nossa causa diante do Pai: Jesus Cristo, aquele que é justo.

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2 Ele mesmo é o sacrifício para o perdão de nossos pecados, e não apenas de nossos pecados, mas dos pecados de todo o mundo.
Versículo 2
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Diego Vieira Dias em 16/01/2026

2. A Necessidade da Salvação: Do Pecado Original à Redenção em Cristo (Rm. 5:12; 1 Pe. 1:18-19)

Entendendo a Expiação e a Propiciação

Para resolver o dilema entre Sua justiça e Seu amor, Deus instituiu o conceito de expiação. O termo "expiação" traduz a palavra hebraica Kafar, que significa literalmente cobrir.

A ideia por trás desse conceito não é esconder o erro no sentido de "varrer a sujeira para debaixo do tapete", mas sim cobrir a falha de tal maneira que ela deixe de ser o foco da atenção daquele que foi ofendido.

Para ilustrar, imagine uma parede com um buraco visível. Consertar a parede exigiria tempo, material e trabalho. No entanto, se você coloca um quadro sobre aquele buraco, você cobriu a falha. O quadro não apenas oculta o defeito, mas atrai o olhar para algo novo e belo. O erro não está mais em evidência; o que se vê agora é a cobertura.

O Sangue como Cobertura

No Antigo Testamento, o principal meio de expiação era o derramamento de sangue. A lógica espiritual é severa: o salário do pecado é a morte. Para que o ser humano pecador não morresse imediatamente, Deus permitiu que um animal inocente morresse em seu lugar. O sangue desse animal servia como "cobertura" (Kafar) para o pecado do homem.

Vemos a primeira aplicação disso logo no Éden. Após pecarem, Adão e Eva tentaram fazer sua própria cobertura cosendo folhas de figueira.

"Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais." Gênesis 3:7

As folhas de figueira, contudo, eram insuficientes. Elas representam a tentativa humana de remediar o pecado com recursos próprios e frágeis — como tentar "tapar o sol com a peneira". Para prover uma cobertura eficaz, Deus teve que intervir com a morte de um animal:

"E fez o Senhor Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu." Gênesis 3:21

Ali ocorreu a primeira expiação. Um animal morreu para que a vergonha do homem fosse coberta. Embora a expiação no Antigo Testamento não resolvesse o problema do pecado de forma definitiva (o pecado ainda estava lá), ela desviava a ira divina, transferindo a sentença de morte para o substituto. Por isso a Escritura declara:

"Sem derramamento de sangue não há remissão." Hebreus 9:22

O ápice desse ritual ocorria no Yom Kippur (Dia da Expiação), onde diversos sacrifícios eram realizados para cobrir os pecados da nação de Israel, incluindo o bode expiatório e o bode emissário, simbolizando a remoção da culpa.

A Propiciação no Novo Testamento

Enquanto o Antigo Testamento foca na expiação (cobrir), o Novo Testamento introduz e aprofunda o conceito através da Propiciação.

"E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo." 1 João 2:2

Propiciação significa "tornar propício" ou "tornar favorável". Envolve apaziguar a ira de alguém ofendido. O pecado criou uma inimizade entre o homem e Deus; nós nos tornamos, por natureza, "inimigos de Deus".

A obra de Cristo na cruz foi um ato propiciatório. Jesus não apenas cobriu o nosso pecado, mas satisfez plenamente a justiça divina, aplacando a ira de Deus. Ele transformou uma relação de hostilidade em uma relação de favor e amizade.

Quando o publicano orou no templo dizendo: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador" (Lucas 18:13), o termo original carrega o sentido de "Sê propício a mim". Ele pedia para que Deus, através de um sacrifício, se tornasse favorável a ele.

Portanto, Jesus Cristo realizou a obra completa: Seu sangue serviu como a expiação perfeita que cobre nossas falhas e como a propiciação que restaura nossa comunhão e amizade com o Criador.

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Diego Vieira Dias em 24/01/2026

4. Soteriologia em Foco: O Grande Debate entre Calvinismo e Arminianismo e a Doutrina da Salvação (Rm. 9; Ef. 1; Jo. 10)

A Perspectiva de Jacó Armínio e os Cinco Pontos do Arminianismo

Enquanto o calvinismo se consolidava, surgiu uma voz dissidente dentro da própria igreja reformada holandesa: Jacó Armínio (Jacobus Arminius). Curiosamente, Armínio foi aluno de teólogos calvinistas e iniciou sua carreira defendendo essas doutrinas. No entanto, ao se debruçar sobre as Escrituras para debater contra opositores, ele acabou convencido de que certos pontos do calvinismo rígido estavam equivocados.

Suas ideias foram sistematizadas postumamente por seus seguidores no documento conhecido como Remonstrance (Remonstrância) de 1610. Abaixo, exploramos os cinco pontos do Arminianismo, que funcionam como um contraponto direto aos cinco pontos calvinistas.

1. Graça Preveniente (Prevenient Grace)

O arminianismo concorda com a depravação humana: o homem é pecador e não pode salvar-se sozinho. Contudo, discorda que Deus deixe a humanidade nesse estado de total incapacidade passiva.

A doutrina da Graça Preveniente ensina que Deus libera uma graça que "vem antes" (precede) da salvação, restaurando no homem pecador a capacidade de responder ao chamado de Deus. É como se o "salva-vidas" não apenas tirasse a pessoa da água à força, mas a colocasse em uma posição segura onde ela recupera a consciência e pode escolher segurar a mão do resgatador.

"E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim." (João 12:32)

"Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam." (Atos 17:30)

2. Eleição Condicional (Conditional Election)

Diferente da escolha arbitrária baseada apenas na soberania (calvinismo), o arminianismo defende que a eleição de Deus é baseada na Sua pré-ciência.

Deus, sendo onisciente, sabe desde a eternidade quem irá crer e quem rejeitará o Evangelho. Assim, Ele elege para a salvação aqueles que Ele previu que aceitariam a Cristo livremente através da fé. A condição para a eleição é a fé em Jesus.

"Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo..." (1 Pedro 1:2)

"Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho..." (Romanos 8:29)

3. Expiação Universal (Unlimited Atonement)

Em oposição direta à expiação limitada, Armínio defendia que o sacrifício de Jesus na cruz foi suficiente e intencional para toda a humanidade, e não apenas para os eleitos.

Embora o sacrifício seja suficiente para todos, ele só é eficiente (só salva de fato) aqueles que creem. A morte de Cristo abriu a porta da salvação para o mundo inteiro, tornando a redenção acessível a qualquer um que se arrependa.

"E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo." (1 João 2:2)

"O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade." (1 Timóteo 2:4)

4. Graça Resistível (Resistible Grace)

Enquanto o calvinista crê que o chamado de Deus é irresistível para os eleitos, o arminiano sustenta que Deus, em Sua soberania, decidiu não violar o livre-arbítrio humano. Portanto, o Espírito Santo convence e chama, mas o ser humano pode, obstinadamente, resistir a esse chamado e rejeitar a salvação.

"Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais." (Atos 7:51)

"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!" (Mateus 23:37)

5. Possibilidade de Perda da Salvação (Falling from Grace)

Este é o ponto de maior divergência prática. O arminianismo clássico ensina que é possível que um crente verdadeiro, que já experimentou a regeneração, se desvie da fé, deixe de perseverar e, consequentemente, perca a salvação. A segurança da salvação está condicionada à permanência em Cristo.

"Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo... E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento..." (Hebreus 6:4-6)

"Porque melhor lhes fora não terem conhecido o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado." (2 Pedro 2:21)

Representantes Notáveis:
Historicamente, John Wesley (fundador do Metodismo) foi o grande propagador da teologia arminiana. No cenário contemporâneo, destacam-se o teólogo Roger Olson e a grande maioria das denominações pentecostais, como as Assembleias de Deus.

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3 E sabemos que o conhecemos se obedecemos a seus mandamentos.

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4 Se alguém diz: “Eu o conheço”, mas não obedece a seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele.

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5 Mas quem obedece à palavra de Deus mostra que o amor que vem dele está se aperfeiçoando em sua vida. Desse modo, sabemos que estamos nele.

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6 Quem afirma que permanece nele deve viver como ele viveu.

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7 Amados, não lhes escrevo um novo mandamento, mas um antigo, que vocês têm desde o princípio. É a mesma mensagem que ouviram antes.

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8 E, no entanto, também é um novo mandamento, cuja verdade ele demonstrou, e vocês também a demonstram. Pois a escuridão está se dissipando, e a verdadeira luzbrilha.

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9 Se alguém afirma: “Estou na luz”, mas odeia seu irmão, ainda está na escuridão.

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10 Quem ama seu irmão permanece na luz e não leva outros a tropeçar.

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11 Mas quem odeia seu irmão ainda está na escuridão e anda na escuridão. Não sabe para onde vai, pois a escuridão o cegou.

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12 Escrevo a vocês, filhinhos, porque seus pecados foram perdoados pelo nome de Jesus.

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13 Escrevo a vocês, pais, porque conhecem aquele que existia desde o princípio. Escrevo a vocês, jovens, porque venceram a batalha contra o maligno.

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14 Escrevi a vocês, filhinhos, porque conhecem o Pai. Escrevi a vocês, pais, porque conhecem aquele que existia desde o princípio. Escrevi a vocês, jovens, porque são fortes. A palavra de Deus permanece em seu coração, e vocês venceram o maligno.

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15 Não amem este mundo, nem as coisas que ele oferece, pois, quando amam o mundo, o amor do Pai não está em vocês.

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16 Porque o mundo oferece apenas o desejo intenso por prazer físico, o desejo intenso por tudo que vemos e o orgulho de nossas realizações e bens. Isso não provém do Pai, mas do mundo.

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17 E este mundo passa, e com ele tudo que as pessoas tanto desejam. Mas quem faz o que agrada a Deus vive para sempre.

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18 Filhinhos, chegou a hora final. Vocês ouviram que o anticristo está por vir, e muitos anticristosapareceram. Por isso sabemos que chegou a hora final.

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19 Eles saíram de nosso meio, mas, na verdade, nunca foram dos nossos; do contrário, teriam permanecido conosco. Quando saíram, mostraram que não eram dos nossos.

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20 Mas vocês não são assim, pois o Santo lhes deu sua unção, e todos vocês conhecem a verdade.

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21 Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque a conhecem e sabem que a verdade não produz mentira alguma.

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22 E quem é mentiroso? Aquele que afirma que Jesus não é o Cristo. Quem nega o Pai e o Filho é o anticristo.

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23 Aquele que nega o Filho também não tem o Pai. Quem reconhece o Filho tem também o Pai.

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24 Portanto, cuidem para que permaneça em vocês o que lhes foi ensinado desde o começo. Se o fizerem, permanecerão em comunhão com o Filho e com o Pai.

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25 E, nessa comunhão, desfrutamos a vida eterna que ele nos prometeu.

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26 Escrevo estas coisas para adverti-los sobre os que desejam enganá-los.

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27 Vocês, porém, receberam dele a unção, e ela permanece em vocês, de modo que não precisam que alguém lhes ensine a verdade. Pois o que a unção lhes ensina é verdade, e não mentira, e é tudo que precisam saber. Portanto, como lhes ensinou a unção, permaneçam nele.
Versículo 27
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Diego Vieira Dias há 3 semanas

8. A Verdadeira Liderança Bíblica: Caráter, Prestação de Contas e os Perigos do Ministério (1 Tm. 3; Ef. 5:21; 1 Jo.)

A Autoridade Pastoral e o Princípio da Submissão Mútua na Igreja

A dinâmica de autoridade dentro da igreja é frequentemente mal compreendida, gerando desequilíbrios que oscilam entre o autoritarismo e a falta de respeito pela liderança. Para compreender a visão bíblica correta, é essencial examinar o texto de Efésios, especificamente o versículo que precede as instruções sobre o casamento.

"Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus." (Efésios 5:21)

Muitos ignoram o contexto deste versículo. Embora a Bíblia instrua que as esposas sejam submissas aos seus maridos (v. 22), o versículo 21 estabelece um princípio comunitário: na igreja, como corpo de Cristo, existe um chamado à submissão mútua entre os irmãos. Isso inclui a relação entre o pastor e a congregação.

Infelizmente, o cenário religioso atual apresenta muitos líderes que agem como "reis" de suas congregações. Eles adotam títulos de exclusividade, autodenominando-se "o ungido de Jeová", sugerindo uma casta espiritual superior intocável. Essa postura contradiz o ensino do Apóstolo João, que afirma que todos os cristãos possuem a unção do Santo (1 Jo. 2:20, 27). Embora a Bíblia instrua claramente em Hebreus, 1 Pedro e 1 Timóteo que devemos honrar e respeitar os pastores, esse respeito não deve ser confundido com uma subserviência cega a homens que se isolam em pedestais.

Existem graves problemas quando o pastor prega prosperidade e é o único que prospera, vivendo como um monarca enquanto o rebanho sofre. Líderes que se tornam inacessíveis, que pregam do púlpito mas não se misturam com as "pessoas comuns" da congregação, não refletem o modelo bíblico de pastorado.

A verdadeira autoridade de um pastor não deriva de sua personalidade, de "visões" particulares ou de experiências místicas subjetivas, mas sim de sua fidelidade à gramática da Palavra de Deus.

"Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos." (Mateus 23:8)

A congregação não é uma audiência passiva; ela possui a Bíblia nas mãos. Os membros têm não apenas o direito, mas a responsabilidade de examinar a vida e o ensino de seus líderes à luz das Escrituras. Se um pastor ensina conforme o texto sagrado, ele tem autoridade delegada por Deus. No entanto, se ele se desvia, a igreja — que também é ungida pelo Espírito — tem a autoridade da Palavra para confrontá-lo.

Em última análise, pastores, mestres e evangelistas são, antes de tudo, irmãos. A igreja deve cuidar de seus pastores, observando suas vidas, e os pastores devem pastorear o rebanho, sabendo que também estão sujeitos ao escrutínio das Escrituras e à prestação de contas no corpo de Cristo.

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28 Agora, filhinhos, permaneçam nele para que, quando ele voltar, estejamos confiantes e não nos afastemos dele, envergonhados.

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29 Porque sabemos que ele é justo, também sabemos que todo o que pratica a justiça é nascido de Deus.

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