Êxodo Cap. 2
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1. Rúben: Da Primogenitura à Sobrevivência Profética (Gn. 29:32; Dt. 33:6)
A Transgressão Moral e o Silêncio de Israel
Apesar de toda a promessa e honra que cercavam seu nascimento, Rúben carregava consigo os traumas e as dores não resolvidas de sua mãe, Léia. A rejeição familiar criou um terreno fértil para o ressentimento. Em um momento crítico da narrativa, Rúben toma uma decisão que visa, distorcidamente, "vingar" a desonra de sua mãe ou acelerar sua ascensão ao poder, cometendo um ato de profanação que marcaria sua história.
O episódio ocorre logo após a morte de Raquel, a esposa amada de Jacó. Com a família em luto e em transição geográfica, a Bíblia relata um evento chocante com uma brevidade perturbadora:
"E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube." (Gênesis 35:22)
O Peso do Ato
Ao deitar-se com Bila, Rúben não cometeu apenas um pecado sexual; ele atentou contra a autoridade patriarcal. Na cultura do antigo Oriente Próximo, possuir as concubinas de um rei ou líder era uma forma de reivindicar sua posição e trono. Rúben, talvez movido pela amargura de ver sua mãe preterida, tenta usurpar o lugar de seu pai e "dar um basta" na dinâmica familiar que o feria. Ele profanou o leito de honra de Jacó, tratando o sagrado com desprezo.
A transcrição nos alerta para a diferença entre pecado e iniquidade. Enquanto o pecado pode ser um erro isolado, seguido de arrependimento e dor, a iniquidade é o pecado institucionalizado na consciência: é quando o erro se torna normal, quando a consciência cauterizada já não sente o "mau cheiro" da transgressão. Rúben agiu como se sua posição de primogênito lhe garantisse imunidade.
O Silêncio de Jacó e a Areia do Tempo
O texto bíblico termina o versículo 22 com uma frase enigmática: "e Israel o soube". Não há registro imediato de gritos, expulsão ou punição. Jacó (Israel) permanece em silêncio.
Esse silêncio é perigoso. Muitas vezes, interpretamos a ausência de consequência imediata como aprovação ou impunidade. O homem pode tentar esconder seus erros, como Moisés tentou esconder o egípcio que matou na areia (Êxodo 2:12), mas a "areia" da vida é instável. O vento sopra, o cenário muda, e o que estava oculto é revelado.
Rúben continuou sua vida aparentemente "bem". Ele manteve seu status, participou das decisões familiares e até tentou interceder por José mais tarde. No entanto, Jacó não havia esquecido. O patriarca não era cego nem passivo; ele estava apenas guardando a justiça para o momento certo. A conta daquela noite chegaria, não no calor do momento, mas no dia solene da distribuição das bênçãos e do destino profético das tribos.
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