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Gênesis Cap. 17

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Capítulo 17

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Gênesis

Versão: ACF
Progresso de leitura 0/27 versículos
1 SENDO, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.

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2 E porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente.

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3 Então caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo: 4 Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações; 5 E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; 6 E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; 7 E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.

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8 E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus.

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9 Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações.
Versículo 9
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Diego Vieira Dias em 21/01/2026

3. Os 5 Grandes Benefícios Espirituais da Salvação: Da Justificação à Glorificação (Rm. 8:30; Ef. 1:3)

1. A Justificação: O Ato Declarativo de Justiça Mediante a Fé

No estudo da Soteriologia, após compreendermos a necessidade da salvação e a obra redentora de Cristo, é fundamental analisar os efeitos práticos dessa experiência na vida do indivíduo. O primeiro e imediato benefício espiritual obtido no momento da conversão é a justificação.

Para compreender este conceito, é necessário distinguir o uso comum da palavra do seu sentido teológico paulino. No cotidiano, quando descrevemos uma pessoa como "justa", geralmente referimo-nos às suas qualidades morais: alguém honesto, íntegro e correto. No entanto, no Novo Testamento, especificamente na doutrina do Apóstolo Paulo, a justificação não se refere primariamente à condição moral intrínseca do indivíduo naquele momento, mas sim a um ato declarativo de Deus.

Ser justificado significa que Deus declara aquela pessoa como justa. Isso não implica que o indivíduo, no instante da conversão, tornou-se perfeito, infalível ou isento de erros comportamentais. Significa, antes, que ele não está mais sob condenação judicial diante de Deus. Embora a pessoa ainda tenha um longo caminho de aperfeiçoamento moral pela frente, aos olhos divinos ela já é considerada justa, pois a culpa do pecado foi removida.

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Romanos 8:1)

A Fé como Instrumento Exclusivo

A base central da justificação é que ela é concedida mediante a fé, e não por meio das obras ou do cumprimento da Lei. Esta é a tese principal defendida por Paulo em suas cartas, especialmente aos Romanos e aos Gálatas. O apóstolo enfatiza que nenhum esforço humano ou ritual legalista é suficiente para tornar o homem justo diante de Deus; apenas a fé na obra de Jesus Cristo possui tal eficácia.

As Escrituras são enfáticas ao declarar a insuficiência das obras para a justificação:

"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada." (Gálatas 2:16)

"E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé." (Gálatas 3:11)

A mesma doutrina é reforçada na epístola aos Romanos, onde se estabelece que a justiça de Deus se revela de fé em fé:

"Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei." (Romanos 3:28)

Portanto, a partir do momento em que o indivíduo crê em Jesus, ainda que sua conduta moral não seja plenamente íntegra, ele é posicionalmente justo perante o tribunal divino. O sangue de Cristo o purifica, garantindo que não haja mais condenação.

O Exemplo Paradigmático de Abraão

Para sustentar a doutrina da justificação pela fé, Paulo recorre ao exemplo de Abraão, o patriarca da nação judaica. Tanto em Gálatas quanto em Romanos, o apóstolo utiliza a cronologia da vida de Abraão para provar que a justiça é imputada independentemente de rituais religiosos, como a circuncisão.

"Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." (Gálatas 3:6)

A argumentação paulina baseia-se em dois momentos distintos narrados no livro de Gênesis:

  1. Gênesis 15:6: Abraão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado como justiça.
  2. Gênesis 17:9-10: Deus institui a circuncisão como sinal do pacto.

A circuncisão era o símbolo máximo de obediência à Lei e de pertencimento ao povo judeu. Contudo, Paulo demonstra uma sagacidade teológica ao apontar que Abraão foi declarado justo (capítulo 15) antes de ser circuncidado (capítulo 17).

A pergunta lógica que se impõe é: em que momento Abraão foi justificado? Quando obedeceu ao rito da circuncisão ou quando creu? A resposta bíblica é clara: quando ele creu. Com isso, prova-se que a obediência à lei cerimonial não justifica ninguém, visto que o próprio pai da fé foi justificado antes de possuir qualquer marca da lei em seu corpo.

Em suma, a justificação é o marco inicial da vida cristã. É o ato soberano onde Deus, mediante a fé do homem em Cristo, declara o pecador livre de condenação, abrindo caminho para o processo de transformação que virá a seguir.

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10 Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado.

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11 E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós.

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12 O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência.

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13 Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará a minha aliança na vossa carne por aliança perpétua.

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14 E o homem incircunciso, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada do seu povo; quebrou a minha aliança.

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15 Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome.

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16 Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela.

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17 Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos?
Versículo 17
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Diego Vieira Dias em 22/01/2026

22. A Fé que Espera Contra a Esperança: Lições de Abraão para a Vida Cristã (Rm. 4:17-25)

4. A Dinâmica da Fé Verdadeira: Fortalecimento em Meio aos Vacilos

A trajetória de Abraão nos ensina que a fé não é um estado estático de perfeição, mas um exercício contínuo de confiança que precisa vencer obstáculos. Nos versículos 20 a 22, Paulo descreve a vitória da fé de Abraão, destacando como ele lidou com a demora e as dificuldades sem perder a esperança.

A Distinção entre Dúvida e Incredulidade

Paulo faz uma afirmação que, à primeira vista, pode parecer contraditória com a narrativa do Antigo Testamento:

"Não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus." (Rm. 4:20)

Sabemos, pelos relatos de Gênesis, que Abraão teve momentos de vacilo. Houve o episódio em que ele concordou com Sara em ter um filho com a serva Agar (Ismael), tentando "ajudar" Deus a cumprir a promessa por meios humanos. Houve também o momento em que ele riu ao ouvir que seria pai aos 100 anos (Gênesis 17:17) e quando sugeriu que seu mordomo, Eliezer, fosse seu herdeiro.

Como, então, Paulo afirma que ele "não duvidou"? A chave está na qualificação: "por incredulidade".

A incredulidade é o oposto da fé; é a rejeição de Deus e de Suas promessas, um virar as costas para o Criador. A fé verdadeira, por outro lado, pode conviver com questionamentos, angústias e momentos de fraqueza, mas ela nunca abandona a Deus. A fé pode perguntar "como?" e "quando?", pode até argumentar com Deus — como Jó ou os Salmistas fizeram —, mas ela permanece ancorada na certeza de que Deus existe e ouve.

Os vacilos de Abraão foram lapsos de impaciência ou incompreensão sobre o método de Deus, mas não uma rejeição da capacidade ou da verdade de Deus. A incredulidade diz: "Deus não vai fazer". A fé que luta diz: "Eu creio que Deus vai fazer, mas estou tendo dificuldade em entender a demora".

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18 E disse Abraão a Deus: Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!

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19 E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele.

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20 E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.

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21 A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte.

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22 Ao acabar de falar com Abraão, subiu Deus de diante dele.

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23 Então tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo o homem entre os da casa de Abraão; e circuncidou a carne do seu prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus falara com ele.

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24 E era Abraão da idade de noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.

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25 E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.

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26 Naquele mesmo dia foram circuncidados Abraão e Ismael seu filho, 27 E todos os homens da sua casa, os nascidos em casa, e os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados com ele.

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