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Gênesis Cap. 15

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Capítulo 15

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Gênesis

Versão: ACF
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1 DEPOIS destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.

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2 Então disse Abrão: Senhor DEUS, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer?

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3 Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.

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4 E eis que veio a palavra do SENHOR a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro.

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5 Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência.
Versículo 5
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Diego Vieira Dias em 23/01/2026

10. A Identidade dos 144 Mil e a Segurança da Igreja no Dia da Ira (Ap. 7:1-17)

A Grande Multidão Inumerável: O Triunfo da Igreja Glorificada

Após a audição do número simbólico dos 144 mil, a visão do apóstolo João se expande dramaticamente. Se a primeira visão revelava uma igreja contada e organizada, a segunda visão apresenta uma realidade vasta e imensurável, demonstrando a plenitude do cumprimento das promessas divinas.

"Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, vestidos de vestes brancas, e com palmas nas suas mãos." (Ap. 7:9)

Esta "grande multidão" representa a Igreja composta majoritariamente por gentios — isto é, povos de todas as etnias não judaicas — unidos aos remanescentes de Israel. Enquanto o número 144 mil remetia a uma estrutura definida (12x12), a multidão inumerável cumpre a promessa feita por Deus a Abraão em Gênesis 15:5, de que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu e a areia do mar. A magnitude da salvação em Cristo rompe fronteiras culturais e geográficas, reunindo um povo que homem algum pode enumerar.

Nesta visão celestial, João descreve três características fundamentais do estado eterno e glorificado da Igreja:

1. Acesso Pleno e Direto a Deus

A multidão é vista "em pé diante do trono e perante o Cordeiro". Esta posição indica um privilégio restaurado: o acesso direto, ininterrupto e livre à presença de Deus. Não há mais véus, templos intermediários ou distanciamento. A comunhão que foi perdida no Éden, quando Deus caminhava com o homem na viração do dia, é agora plenamente restabelecida. A Igreja glorificada vive em face da divindade, servindo-O e adorando-O perpetuamente.

2. A Pureza Absoluta (Glorificação)

Eles estão "vestidos de vestiduras brancas". Embora a base para estar ali seja a justificação (a imputação da justiça de Cristo recebida pela fé na terra), as vestes brancas no céu simbolizam a glorificação.

  • Na Terra (Justificação): O crente é livre da culpa do pecado.
  • No Céu (Glorificação): O crente é livre da presença do pecado.

Essas vestes indicam que a luta contra a carne acabou. Não há mais tentação, corrupção ou falhas morais. A Igreja atingiu a perfeição moral, sendo santa e irrepreensível, sem ruga e sem mácula.

3. A Celebração da Vitória Final

A multidão segura "palmas nas suas mãos". Este gesto evoca a Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, quando o povo clamava "Hosana" agitando ramos. No contexto celestial, as palmas simbolizam o júbilo da vitória consumada. Esta não é mais a Igreja militante, sofredora e perseguida que caminhava na terra; é a Igreja Triunfante. Eles celebram a conquista definitiva sobre o pecado, a morte e o inferno, uma vitória que lhes foi concedida não por seus méritos, mas pela obra do Cordeiro.

Portanto, esta visão serve como um poderoso encorajamento: independentemente das tribulações presentes, o destino final dos redimidos é de glória, pureza e triunfo eterno na presença direta do Pai.

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6 E creu ele no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça.
Versículo 6
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Diego Vieira Dias em 12/01/2026

Abraão creu e por isso foi justificado (Romanos 4:2).

3. Os 5 Grandes Benefícios Espirituais da Salvação: Da Justificação à Glorificação (Rm. 8:30; Ef. 1:3)

1. A Justificação: O Ato Declarativo de Justiça Mediante a Fé

No estudo da Soteriologia, após compreendermos a necessidade da salvação e a obra redentora de Cristo, é fundamental analisar os efeitos práticos dessa experiência na vida do indivíduo. O primeiro e imediato benefício espiritual obtido no momento da conversão é a justificação.

Para compreender este conceito, é necessário distinguir o uso comum da palavra do seu sentido teológico paulino. No cotidiano, quando descrevemos uma pessoa como "justa", geralmente referimo-nos às suas qualidades morais: alguém honesto, íntegro e correto. No entanto, no Novo Testamento, especificamente na doutrina do Apóstolo Paulo, a justificação não se refere primariamente à condição moral intrínseca do indivíduo naquele momento, mas sim a um ato declarativo de Deus.

Ser justificado significa que Deus declara aquela pessoa como justa. Isso não implica que o indivíduo, no instante da conversão, tornou-se perfeito, infalível ou isento de erros comportamentais. Significa, antes, que ele não está mais sob condenação judicial diante de Deus. Embora a pessoa ainda tenha um longo caminho de aperfeiçoamento moral pela frente, aos olhos divinos ela já é considerada justa, pois a culpa do pecado foi removida.

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Romanos 8:1)

A Fé como Instrumento Exclusivo

A base central da justificação é que ela é concedida mediante a fé, e não por meio das obras ou do cumprimento da Lei. Esta é a tese principal defendida por Paulo em suas cartas, especialmente aos Romanos e aos Gálatas. O apóstolo enfatiza que nenhum esforço humano ou ritual legalista é suficiente para tornar o homem justo diante de Deus; apenas a fé na obra de Jesus Cristo possui tal eficácia.

As Escrituras são enfáticas ao declarar a insuficiência das obras para a justificação:

"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada." (Gálatas 2:16)

"E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé." (Gálatas 3:11)

A mesma doutrina é reforçada na epístola aos Romanos, onde se estabelece que a justiça de Deus se revela de fé em fé:

"Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei." (Romanos 3:28)

Portanto, a partir do momento em que o indivíduo crê em Jesus, ainda que sua conduta moral não seja plenamente íntegra, ele é posicionalmente justo perante o tribunal divino. O sangue de Cristo o purifica, garantindo que não haja mais condenação.

O Exemplo Paradigmático de Abraão

Para sustentar a doutrina da justificação pela fé, Paulo recorre ao exemplo de Abraão, o patriarca da nação judaica. Tanto em Gálatas quanto em Romanos, o apóstolo utiliza a cronologia da vida de Abraão para provar que a justiça é imputada independentemente de rituais religiosos, como a circuncisão.

"Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." (Gálatas 3:6)

A argumentação paulina baseia-se em dois momentos distintos narrados no livro de Gênesis:

  1. Gênesis 15:6: Abraão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado como justiça.
  2. Gênesis 17:9-10: Deus institui a circuncisão como sinal do pacto.

A circuncisão era o símbolo máximo de obediência à Lei e de pertencimento ao povo judeu. Contudo, Paulo demonstra uma sagacidade teológica ao apontar que Abraão foi declarado justo (capítulo 15) antes de ser circuncidado (capítulo 17).

A pergunta lógica que se impõe é: em que momento Abraão foi justificado? Quando obedeceu ao rito da circuncisão ou quando creu? A resposta bíblica é clara: quando ele creu. Com isso, prova-se que a obediência à lei cerimonial não justifica ninguém, visto que o próprio pai da fé foi justificado antes de possuir qualquer marca da lei em seu corpo.

Em suma, a justificação é o marco inicial da vida cristã. É o ato soberano onde Deus, mediante a fé do homem em Cristo, declara o pecador livre de condenação, abrindo caminho para o processo de transformação que virá a seguir.

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7 Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la.

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8 E disse ele: Senhor DEUS, como saberei que hei de herdá-la?

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9 E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho.

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10 E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu.

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11 E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava.

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12 E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele.

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13 Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, 14 Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.

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15 E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado.

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16 E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.

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17 E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão, e eis um forno de fumaça, e uma tocha de fogo, que passou por aquelas metades.

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18 Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; 19 E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, 20 E o heteu, e o perizeu, e os refains, 21 E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu.

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