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João Cap. 14

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Capítulo 14

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João

Versão: TB
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1 Não se turbe o vosso coração; crede em Deus, crede também em mim.

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2 Na casa de meu Paimuitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar; 3 depois que eu for e vos preparar lugar, voltarei e tomar-vos-ei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.

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4 Sabeis o caminho para onde eu vou.

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5 Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saberemos o caminho?

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6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

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7 Se vós me tivésseis conhecido, teríeis conhecido também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto.

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8 Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.
Versículo 8
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Diego Vieira Dias há 4 semanas

21. O Reino Inesperado: Por Que a Graça de Jesus se Torna uma Pedra de Tropeço? (Lc. 7:18-35; Is. 35:5-6; Is. 61:1)

A Angústia do Cárcere: Quando as Circunstâncias Geram Dúvidas sobre Deus

O relato bíblico situado em Lucas, capítulo 7, versículos 18 ao 35, nos apresenta um momento de profunda vulnerabilidade humana protagonizado por uma das figuras mais emblemáticas das Escrituras: João Batista. O cenário é sombrio; João encontra-se encarcerado por ordem de Herodes Antipas. A razão de sua prisão, detalhada anteriormente no capítulo 3 de Lucas, foi a denúncia profética contra o casamento ilícito do tetrarca com Herodias, esposa de seu próprio irmão.

Neste contexto de privação de liberdade e iminência da morte, surge uma dúvida inquietante na mente daquele que preparou o caminho. Ao ouvir relatos sobre os feitos de Jesus — a cura de paralíticos, a purificação de leprosos e até a ressurreição do filho da viúva de Naim — João envia dois de seus discípulos com uma pergunta direta e carregada de significado:

"És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?" (Lc. 7:19)

Esta interrogação revela um conflito interno que ecoa através dos séculos. João Batista conhecia as profecias. Ele sabia que Isaías havia falado sobre a "voz que clama no deserto" para endireitar os caminhos do Senhor. Contudo, a realidade que ele experimentava no cárcere parecia contradizer a expectativa messiânica de um reino de força, justiça imediata e libertação política.

É provável que João, assim como muitos judeus de sua época, esperasse que a chegada do Messias implicasse no fim imediato do domínio romano e na derrubada de governantes corruptos como Herodes. Se o Rei havia chegado, por que o precursor continuava preso? Se o Reino estava presente, por que a injustiça prevalecia sobre o profeta de Deus?

Essa dúvida não era exclusiva de João; ela permeava a mente dos religiosos e do povo em geral. Até mesmo os discípulos mais próximos de Jesus, em momentos cruciais, demonstraram incerteza. Filipe, por exemplo, já próximo ao fim do ministério de Cristo, pediu: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo. 14:8), evidenciando que, mesmo caminhando lado a lado com a Verdade, a compreensão plena ainda lhes escapava.

A angústia de João no cárcere espelha as crises de fé que ocorrem quando a realidade da vida não se alinha com a nossa teologia ou expectativas. Muitas vezes, espera-se que a intervenção divina se manifeste através de uma demonstração de poder bélico ou político — um "pé na porta" da história que resolva as aflições humanas instantaneamente. No entanto, o Reino que Jesus estava inaugurando operava sob uma lógica diferente, uma que não necessariamente derruba os impérios terrenos de imediato, mas que transforma a realidade de maneira muito mais profunda e paradoxal.

A dúvida de João, portanto, não diminui sua grandeza, mas humaniza sua missão. Ela nos mostra que, diante do silêncio de Deus em meio ao sofrimento, é natural questionar se as promessas são reais ou se "devemos esperar outro". A resposta de Jesus a essa angústia, contudo, não seria uma libertação física das grades de Herodes, mas uma revelação sobre a verdadeira natureza de Seu ministério.

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9 Disse-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e não me tens conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

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10 Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.

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11 Crede-me que eu estou no Pai, e o Pai, em mim; ou, senão, crede ao menos por causa das mesmas obras.

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12 Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim, este fará também as obras que eu faço e fará ainda maiores, porque eu vou para o Pai; 13 e tudo o que pedirdes em meu nome, isto farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.

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14 Se me pedirdes qualquer coisa em meu nome, eu a farei.

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15 Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.
Versículo 15
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Diego Vieira Dias há 4 semanas

1. Sabedoria Prática em um Mundo de Informação: Os Fundamentos de uma Vida Prudente (Pv 1:1-33)

4. O Temor do Senhor: O Princípio de Todo Conhecimento (Pv 1:7)

Se houvesse uma "tese central" para todo o primeiro capítulo de Provérbios — e, de fato, para todo o livro —, ela residiria no versículo 7. Esta declaração estabelece a base sobre a qual toda a verdadeira sabedoria é construída.

"O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução." (Pv. 1:7)

Muitas vezes, o conceito de "temor ao Senhor" é mal interpretado. Não se trata de um medo paralisante, de um pavor de ser punido ou de um "tremer" diante de uma divindade tirânica. O temor bíblico, neste contexto, refere-se a uma reverência profunda e um respeito afetuoso por Deus e pelo Seu julgamento.

É a postura de um filho que se humilha diante da autoridade do pai, não porque teme ser ferido, mas porque confia no caráter e na justiça desse pai. É um respeito nascido do amor. Como Jesus ensina nos Evangelhos: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (Jo. 14:15). A obediência não surge da coerção — como se Deus estivesse apontando uma arma para nós —, mas sim do reconhecimento humilde de que Ele é o Criador, Ele é justo e o Seu caminho é infinitamente superior ao nosso.

Portanto, temer ao Senhor é o início do conhecimento porque é o momento em que o ser humano admite que não é o centro do universo nem a fonte final da verdade. É o ato de submeter o próprio ego e intelecto à realidade de Deus. Em contraste, o texto chama de "loucos" (ou tolos) aqueles que desprezam essa sabedoria. O tolo é aquele que, em sua arrogância, acredita que sua própria perspectiva é suficiente, rejeitando a instrução que poderia salvar sua vida.

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16 Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Paráclito, a fim de que esteja para sempre convosco, 17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.

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18 Não vos deixarei órfãos; eu voltarei a vós.

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19 Ainda por um pouco e depois o mundo não me verá mais, mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis.

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20 Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós.

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21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

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22 Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Donde procede, Senhor, que te hás de manifestar a nós e não ao mundo?

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23 Respondeu Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e faremos nele morada.

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24 Quem me não ama não guarda as minhas palavras; a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou.

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25 Eu vos tenho falado essas coisas, estando ainda convosco; 26 mas o Paráclito, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, este vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que eu vos disse.
Versículo 26
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Diego Vieira Dias há 4 semanas

2. A Busca Pela Sabedoria Divina: Proteção, Discernimento e Integridade (Pv. 2:1-22)

A Fonte da Sabedoria: O Papel de Deus e do Espírito Santo no Entendimento (Pv. 2:6-9)

Após estabelecer a necessidade do esforço humano na busca pelo entendimento, o texto de Provérbios esclarece a origem de toda verdadeira sabedoria. Não se trata de uma invenção humana ou de uma conquista puramente intelectual, mas de uma dádiva divina.

"Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento." (Pv. 2:6)

A revelação bíblica aponta que a sabedoria emana diretamente de Deus. Esta verdade é corroborada no Novo Testamento pela epístola de Tiago, que instrui: "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e não o lança em rosto" (Tg. 1:5). Além disso, o crente conta com o auxílio do Espírito Santo, descrito em João 14 como o Ajudador que ensina, traz convicção e sela o entendimento no coração humano. Portanto, diante de passagens difíceis ou situações complexas da vida, a oração pedindo clareza é o primeiro recurso.

Deus comunica essa sabedoria e instrução de formas variadas, sendo possível categorizar quatro vias principais de comunicação divina:

  1. Através da Sua Palavra: É a forma primária e mais significativa.
  2. Através de Sinais: Circunstâncias que apontam direções específicas.
  3. Através de Pessoas: O uso de indivíduos para trazer conselho e entendimento.
  4. De forma Intrusiva: O agir de Deus nos pensamentos e no interior humano.

A Supremacia da Palavra sobre os Sentimentos

A via primária — a Palavra de Deus — é o fundamento para todas as outras. É crucial compreender que "nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt. 4:4).

Quando um indivíduo não está imerso na Palavra, ele inevitavelmente passa a viver guiado por seus sentimentos. Se as emoções triunfam sobre a instrução divina, elas passam a ditar o rumo da vida. Viver baseado em sentimentos é perigoso, pois, como alerta Provérbios 14, há caminhos que ao homem parecem direitos, mas o fim deles são os caminhos da morte. A ausência de leitura e meditação nas Escrituras é, frequentemente, a raiz de tropeços constantes e da persistência no erro.

Discernimento Interior

A comunicação "intrusiva" refere-se à maneira como Deus pode habitar e influenciar os pensamentos humanos. No entanto, nem todo pensamento provém do Senhor. Aqui entra a necessidade vital do discernimento, que só é possível através do conhecimento prévio das Escrituras.

Para validar se um pensamento ou inclinação interna é de fato divino, deve-se perguntar: "Isso se alinha com o caráter de Deus revelado na Bíblia?". Deus jamais falará algo que contradiga a Sua própria natureza ou que afaste o indivíduo d'Ele. Pelo contrário, a instrução divina sempre convida a uma proximidade e intimidade maiores com o Criador.

Ao fundamentar a vida na Palavra, o resultado é proteção e clareza ética:

"Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos." (Pv. 2:7-8)

A sabedoria, portanto, atua como um escudo para aqueles que andam em integridade, garantindo que compreendam "a justiça, e o juízo, e a equidade, e todas as boas veredas" (Pv. 2:9).

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27 A paz vos deixo, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se arreceie.

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28 Ouvistes que eu vos disse: Vou e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.
Versículo 28
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Diego Vieira Dias em 16/01/2026

Dinâmica Trinitária: Subordinação Ontológica vs. Econômica

Para compreender com clareza como as três pessoas da Trindade se relacionam entre si e como atuam na criação, a teologia utiliza duas categorias fundamentais. Essas distinções são essenciais para evitar confusões e interpretar corretamente textos bíblicos que, à primeira vista, parecem contraditórios. Trata-se da diferença entre a Subordinação Ontológica e a Subordinação Econômica.

1. A Inexistência de Subordinação Ontológica

O termo "ontológico" deriva do grego ontos, que significa "ser". Esta categoria refere-se à essência, à natureza íntima da divindade. A questão central aqui é: Existe alguma hierarquia dentro do ser de Deus? O Pai é "mais Deus" ou superior em dignidade ao Filho e ao Espírito?

A resposta da ortodoxia cristã é um enfático não.

Dentro do ser de Deus, existe absoluta igualdade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo compartilham a mesma substância divina, a mesma eternidade, o mesmo poder e a mesma glória. Não há "graus" de divindade; não há um "primeiro" ou "último" em termos de importância. O relacionamento interno da Trindade é marcado por um amor perfeito e uma glorificação mútua, onde nenhuma pessoa é inferior à outra. Aceitar uma desigualdade no ser seria incorrer na heresia do subordinacionismo.

2. A Realidade da Subordinação Econômica

Por outro lado, o termo "econômico" provém do grego oikonomia, que significa "administração da casa". Refere-se à forma como a Trindade organiza suas obras externas, ou seja, como Deus atua na história da criação e da redenção. A questão aqui muda para: Existe uma ordem de atuação ou liderança nas obras divinas?

A resposta é sim.

Embora iguais em poder e glória, as pessoas da Trindade assumem papéis distintos e obedecem a uma ordem administrativa:

  • O Pai lidera e envia.
  • O Filho obedece e é enviado pelo Pai.
  • O Espírito Santo é enviado pelo Pai e pelo Filho.

Esta subordinação é puramente funcional (de função) e não essencial (de natureza).

Resolvendo a Tensão Bíblica

Esta distinção é a chave hermenêutica para harmonizar declarações de Jesus. Por um lado, Ele afirma Sua igualdade absoluta: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30). Por outro, Ele declara:

"...vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu." João 14:28

Jesus não está se contradizendo. Quando diz que são "um", refere-se à ontologia (essência). Quando diz que o Pai é "maior", refere-se à economia (função/cargo) durante Sua missão messiânica. Ele voluntariamente se submeteu ao plano do Pai para realizar a redenção, sem jamais deixar de ser Deus.

O apóstolo Paulo ilustra esse princípio em 1 Coríntios 11:3, traçando um paralelo com a relação conjugal:

"Quero, porém, que entendam que o cabeça de todo homem é Cristo, e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus."

Assim como homem e mulher são ontologicamente iguais (ambos feitos à imagem de Deus, com o mesmo valor e dignidade humana), mas podem exercer funções distintas na ordem familiar, assim também Cristo se submete ao Pai na economia da salvação, mantendo intacta Sua igualdade divina.

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29 Eu vo-lo tenho dito agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais.

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30não falarei muito convosco, porque vem o príncipe do mundo; ele nada tem em mim, 31 mas isso se dá para que o mundo saiba que amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

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