Hebreus Cap. 12
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A Disciplina Divina como Prova de Amor e Proteção
A teologia paulina não se limita a conceitos abstratos; ela confronta a realidade vivida pela igreja. Em uma das passagens mais sérias da epístola, o apóstolo conecta diretamente o abuso da Ceia do Senhor a consequências físicas tangíveis que a comunidade de Corinto estava enfrentando. Não se tratava de uma metáfora, mas de um diagnóstico espiritual para males biológicos.
"Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem." (1 Coríntios 11:30)
Paulo identifica três níveis de juízo temporal que estavam ocorrendo: fraqueza física, doenças e, no caso mais extremo, a morte (descrita pelo eufemismo cristão "dormem"). Isso demonstra que a irreverência para com as coisas santas de Deus não é algo inócuo. Deus, em Sua soberania, permitiu que o julgamento afetasse o corpo físico dos crentes para despertar a consciência espiritual da igreja.
Contudo, é fundamental compreender a natureza desse juízo. Não se trata da ira condenatória reservada aos ímpios, mas da disciplina pactual de um Pai para com seus filhos. O objetivo divino não é destruir o crente, mas corrigir seu caminho. Há uma mecânica espiritual revelada aqui: o julgamento de Deus entra em ação quando o autoexame falha.
"Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados." (1 Coríntios 11:31)
Este versículo oferece uma "válvula de escape" para a disciplina divina. Se o cristão exercer o discernimento, confessar seus pecados e ajustar sua conduta voluntariamente diante da luz do Espírito Santo, a intervenção disciplinar do Senhor torna-se desnecessária. O tribunal da consciência, quando ativo e submisso à Palavra, previne o tribunal da disciplina divina.
Porém, quando o crente endurece o coração e se recusa a se corrigir, o Senhor intervém. Mesmo essa intervenção severa deve ser vista através das lentes da graça e do amor.
"Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo." (1 Coríntios 11:32)
Aqui reside a distinção vital entre disciplina e condenação. O mundo (aqueles que rejeitam a Cristo) caminha para a condenação eterna. O crente, por sua vez, já passou da morte para a vida e não entra em juízo condenatório (João 5:24). Portanto, a ação de Deus ao trazer enfermidade ou até a morte prematura a um crente rebelde é um ato extremo de preservação. Ele disciplina o filho agora, temporalmente, para que este não siga o curso do mundo rumo à perdição final.
A disciplina divina, portanto, é uma prova de filiação (Hebreus 12:6-8). Ela serve como um freio de proteção, impedindo que o pecado se consuma e destrua a alma. Assim, o temor à Mesa do Senhor não deve ser um terror paralisante, mas uma reverência saudável que reconhece que Deus nos ama demais para nos deixar confortáveis em nossos pecados.
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