Hebreus Cap. 10
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23. Os Frutos da Justificação: Paz com Deus, Acesso à Graça e a Esperança da Glória (Rm 5:1-2)
Acesso ao Pai e a Firmeza na Graça
Além da paz jurídica, a justificação concede ao crente um privilégio extraordinário de relacionamento: o acesso direto à presença de Deus. O texto de Romanos 5:2 declara que, por meio de Cristo, "obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes".
A palavra grega utilizada para "acesso" (prosagoge) remete à ideia de ser introduzido na presença de um monarca. No mundo antigo, a figura do rei era inacessível e temível. Ninguém podia entrar na sala do trono sem ser convocado, sob pena de morte.
A Ilustração da Rainha Ester
Para ilustrar o peso desse privilégio, podemos observar o relato bíblico da Rainha Ester (Ester 4 e 5). Mesmo sendo a esposa do rei Assuero, o monarca mais poderoso da Terra na época, ela sabia que não podia entrar em sua presença sem convite. A lei persa era clara: qualquer um que se aproximasse do rei no pátio interior sem ser chamado seria morto, a menos que o rei estendesse o cetro de ouro.
Ester, temendo por sua vida, jejuou por três dias antes de ousar apresentar-se. Ela entrou na sala do trono com a famosa sentença de resignação: "Se perecer, pereci". Foi um momento de tensão extrema, dissolvido apenas quando o rei, por benevolência, estendeu o cetro para ela.
O Cetro Sempre Estendido
O contraste com a realidade cristã é magnífico. Diferente de Ester, que entrou com medo e incerteza, o cristão justificado tem livre acesso ao Pai a qualquer momento. Não há necessidade de agendamento, não há risco de rejeição e não há medo de morte.
"Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne..." (Hebreus 10:20)
Por meio de Jesus Cristo, o "cetro" de Deus está permanentemente estendido para nós. Temos a liberdade de entrar no Santo dos Santos para apresentar nossas petições, dores e gratidão, sabendo que seremos recebidos não com ira, mas com amor paternal.
Firmes na Graça
O versículo conclui esta parte afirmando que este acesso nos introduz a uma "graça na qual estamos firmes". A graça aqui não é descrita apenas como um evento pontual, mas como um lugar ou uma esfera de existência. O cristão não apenas recebeu graça; ele habita na graça.
O termo "estamos firmes" sugere estabilidade e permanência. Não estamos em um terreno escorregadio, onde a qualquer momento podemos perder o favor de Deus por um deslize. Estamos assentados sobre uma rocha. A posição do justificado é segura. Ele vive, respira e se move dentro do ambiente da graça divina, o que lhe confere segurança inabalável para prosseguir na jornada da fé.
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A Gravidade da Participação Indigna e o Juízo de Deus
Diante da sacralidade instituída por Cristo e da realidade de Sua presença espiritual na Ceia, o apóstolo Paulo emite uma das advertências mais solenes do Novo Testamento. Ele estabelece uma conexão direta entre a atitude do participante e a responsabilidade espiritual que recai sobre ele. Não se trata de um ritual vazio onde a forma é irrelevante; a disposição interna e o comportamento externo importam profundamente para Deus.
"Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor." (1 Coríntios 11:27)
É crucial fazer uma distinção teológica precisa aqui para evitar o legalismo ou o medo paralisante. A palavra "indignamente" é um advérbio, referindo-se ao modo como a ação é realizada, e não um adjetivo qualificando a pessoa. Se a exigência fosse que a pessoa fosse digna em si mesma, ninguém jamais poderia participar da Mesa, pois "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). A dignidade para participar vem da graça de Cristo, não dos méritos humanos.
Portanto, participar "indignamente" significa aproximar-se da Mesa do Senhor com uma atitude de irreverência, hipocrisia, divisão ou pecado impenitente. No contexto de Corinto, a indignidade manifestava-se no egoísmo, na embriaguez e no desprezo pelos irmãos mais pobres durante a celebração. Eles transformavam o sacramento da unidade em um espetáculo de desunião.
A consequência descrita por Paulo é aterrorizante: tornar-se "réu do corpo e do sangue do Senhor". Ser réu significa ser culpado de um crime. Paulo está dizendo que aquele que profana a Ceia não comete apenas uma falha litúrgica ou uma gafe social; ele se coloca na mesma posição daqueles que feriram, zombaram e crucificaram a Jesus. Tratar o sangue da aliança como algo comum é uma ofensa direta à pessoa de Cristo.
O autor de Hebreus reforça essa gravidade ao descrever o perigo de persistir no pecado deliberadamente:
"De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?" (Hebreus 10:29)
Assim, a Ceia do Senhor é um terreno santo. Ela é um canal de bênção para quem vem com fé e reverência, mas pode tornar-se um canal de juízo para quem a trata com leviandade. A participação indigna atrai o juízo divino porque zomba do preço altíssimo pago pela nossa redenção. Deus, em Sua santidade, não permite que o sacrifício de Seu Filho seja banalizado dentro da própria comunidade que Ele comprou com Seu sangue.
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