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Judas Cap. 1

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Capítulo 1

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Judas

Versão: Nova Almeida Atualizada
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1 Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos que foram chamados, são amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo.

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2 Que a misericórdia, a paz e o amor lhes sejam multiplicados.

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3 Amados, quando eu me empenhava para escrever-lhes a respeito da salvação que temos em comum, senti que era necessário corresponder-me com vocês, para exortá-los a lutar pelaque uma vez por todas foi entregue aos santos.

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4 Pois certos indivíduos, cuja sentença de condenação foi promulgadamuito tempo, se infiltraram no meio de vocês sem serem notados. São pessoas ímpias, que transformam em libertinagem a graça do nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

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5 Embora vocêsestejam cientes de tudo de uma vez por todas, quero lembrar-lhes que Jesus, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram.

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6 E a anjos — os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio lugarele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia.
Versículo 6
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Diego Vieira Dias em 16/01/2026

Jesus Pregou no Inferno? Entenda o Mistério dos Espíritos em Prisão (1 Pe 3:18-20; Ef 4:8-10)

Segunda Interpretação: A Proclamação de Vitória na Ascensão

Uma segunda corrente teológica propõe uma leitura distinta da cronologia dos eventos narrados em 1 Pedro 3. Diferente da visão que situa a pregação nos dias de Noé ou da que a coloca no "Sábado de Aleluia" (no Hades), esta interpretação sugere que o evento ocorreu após a ressurreição, durante a ascensão de Cristo aos céus.

Os defensores desta tese argumentam que a expressão "foi e pregou" (v. 19) deve ser lida em paralelo com o versículo 22 do mesmo capítulo, que diz:

"O qual, tendo subido ao céu, está à direita de Deus; ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes." (1 Pedro 3:22)

O verbo grego traduzido como "foi" (poreutheis) é o mesmo utilizado em ambos os versículos. A lógica, portanto, é que Pedro estaria descrevendo um movimento ascendente, e não descendente.

O Alvo da Mensagem: Anjos Caídos, não Humanos

Nesta perspectiva, a identidade dos "espíritos em prisão" muda radicalmente. Não se trataria de almas humanas que morreram no dilúvio, mas sim de seres angelicais caídos — os "filhos de Deus" mencionados em Gênesis 6 que se corromperam com as filhas dos homens, um evento tradicionalmente associado ao tempo de Noé.

Esta visão encontra respaldo na literatura judaica do Segundo Templo (como o Livro de Enoque), que era conhecida na época e descrevia anjos rebeldes aprisionados aguardando julgamento. O apóstolo Judas também faz referência a este aprisionamento:

"E a anjos, os que não guardaram o seu principado, mas abandonaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia." (Judas 1:6)

O Conteúdo da Pregação: Triunfo, não Salvação

O ponto crucial desta interpretação é a natureza da "pregação". Aqui, o termo não implica evangelização (euaggelizomai), mas sim proclamação (kerysso). Cristo, ao ressuscitar e subir aos céus, teria passado pelas esferas espirituais onde estes seres malignos estão confinados (seja em regiões celestiais inferiores ou em uma dimensão espiritual específica) e proclamado sua vitória absoluta sobre a morte e o mal.

Portanto, Jesus não estaria oferecendo salvação a demônios ou anjos caídos — o que seria teologicamente incoerente, visto que a Bíblia não oferece redenção para anjos (Hebreus 2:16) —, mas sim anunciando a condenação definitiva deles e o triunfo do Reino de Deus.

Resumo da Sequência de Eventos

Segundo esta ótica, a narrativa de Pedro segue uma linha do tempo gloriosa e linear:

  1. Morte: Jesus sofre na carne pelos pecados.
  2. Ressurreição: Ele é "vivificado no espírito" (recebe seu corpo glorificado).
  3. Ascensão e Proclamação: Em seu caminho de volta à glória do Pai, Ele confronta as potestades espirituais rebeldes ("espíritos em prisão") anunciando que o poder delas foi quebrado.
  4. Exaltação: Ele se assenta à destra de Deus, com todos os poderes submetidos a Ele.

Esta interpretação resolve o problema teológico da "segunda chance" e mantém a supremacia de Cristo sobre o mundo espiritual, sem exigir uma descida literal ao inferno geográfico.

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7 Igualmente Sodoma, Gomorra e as cidades vizinhas, que também se entregaram à imoralidade e adotaram práticas contrárias à natureza, foram postas como exemplo do castigo de um fogo eterno.

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8 Do mesmo modo também esses, quais sonhadores, contaminam a carne, rejeitam a autoridade e insultam os gloriosos seres celestiais.

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9 Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando entrou em conflito com o diabo e discutia a respeito do corpo de Moisés, ousou pronunciar sentença difamatória contra ele. Pelo contrário, disse: “O Senhor repreenda você!”

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10 Esses, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como animais irracionais, até nessas coisas se corrompem.

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11 Ai deles! Porque seguiram o mesmo caminho de Caim e, movidos por ganância, caíram no erro de Balaão, e foram destruídos na revolta de Corá.

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12 Esses são como rochas submersas nas festas de fraternidade que vocês fazem, banqueteando-se com vocês sem qualquer receio. São pastores que apascentam a si mesmos; são nuvens sem água impelidas pelos ventos; são árvores que, em plena estação dos frutos, continuam sem frutos, duplamente mortas e arrancadas pela raiz; 13 são ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujeiras; são estrelas sem rumo, para as quais está reservada a mais profunda escuridão, para sempre.
Versículo 12
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Diego Vieira Dias em 18/01/2026

26. A Festa do Amor e a Ceia do Senhor: Entendendo a Origem, os Abusos e as Lições de Corinto (1 Co 11:17-22)

1. O Contexto Histórico: O Que Era a "Festa do Amor" (Ágape)?

Para compreender adequadamente as severas advertências do apóstolo Paulo à igreja de Corinto registradas na primeira epístola, é fundamental reconstruir o cenário histórico em que as reuniões da igreja primitiva ocorriam. Diferente da liturgia moderna, onde a Ceia do Senhor é frequentemente celebrada com elementos simbólicos mínimos e em um momento específico do culto, a prática apostólica estava inserida em um contexto muito mais amplo e comunitário: a "Festa do Amor" ou as "Ágapes".

A origem dessa prática remonta à própria instituição do sacramento por Jesus. Cristo estabeleceu a Ceia durante a celebração da Páscoa judaica, que era, por definição, uma refeição completa, um jantar cerimonial. Seguindo esse modelo, os primeiros cristãos não se reuniam em templos ou catedrais — pois estes ainda não existiam —, mas em casas particulares. Nestes encontros, a celebração da morte e ressurreição de Cristo ocorria no contexto de uma refeição comunitária real.

"Estes homens são como rochas submersas em suas festas de fraternidade, banqueteando-se com vocês sem qualquer vergonha..." Judas 1:12

A referência bíblica na carta de Judas confirma que essas refeições eram chamadas de "festas de fraternidade" ou "festas de amor". O objetivo central era duplo: promover a comunhão (koinonia) entre os irmãos e prover sustento para os membros mais necessitados da comunidade. A dinâmica funcionava de maneira colaborativa: cada membro trazia o que podia. Os ricos traziam porções maiores e melhores, enquanto os escravos e os pobres, que muitas vezes nada tinham, podiam participar da mesa e serem alimentados.

Era, portanto, um momento de profunda expressão de igualdade cristã. Ao final dessa refeição compartilhada, ou durante ela, o pão era partido e o vinho era distribuído, rememorando o sacrifício do Senhor. A "Ceia do Senhor" não era um ritual isolado, mas o clímax de um evento de solidariedade e amor mútuo.

Entretanto, essa estrutura, embora bela em seu propósito, carregava riscos inerentes à natureza humana. Ao misturar uma refeição social destinada a saciar a fome física com um sacramento espiritual destinado a nutrir a fé, a igreja primitiva criou um cenário onde as distinções sociais e a carnalidade poderiam — e, como veremos, acabaram por — ofuscar o sagrado. O que deveria ser a manifestação máxima da unidade do Corpo de Cristo tornou-se, em Corinto, um palco para a desigualdade e o desrespeito.

Este contexto é vital para entender a indignação de Paulo. Ele não estava apenas corrigindo um erro litúrgico; ele estava denunciando a perversão da própria essência da comunidade cristã, onde a reunião, que deveria elevar espiritualmente os crentes, estava servindo para sua própria condenação.

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14 Foi a respeito deles que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: “Eis que o Senhor vem com milhares de seus santos, 15 para exercer juízo contra todos e para convencer todos os ímpios a respeito de todas as obras ímpias que praticaram e a respeito de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele.”

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16 Esses tais são murmuradores, pessoas descontentes que andam segundo as suas paixões. A sua boca vive falando grandes arrogâncias; adulam os outros por motivos interesseiros.

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17 Mas vocês, meus amados, lembrem-se das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo.

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18 Eles diziam a vocês: “Nos últimos tempos, haverá zombadores, andando segundo suas ímpias paixões.”

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19 São estes os que promovem divisões, seguem os seus próprios instintos e não têm o Espírito.

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20 Mas vocês, meus amados, edificando-se na fé santíssima que vocês têm, orando no Espírito Santo, 21 mantenham-se no amor de Deus, esperando a misericórdia do nosso Senhor Jesus Cristo, que conduz para a vida eterna.

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22 E tenham compaixão de alguns que estão em dúvida; 23 salvem outros, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sejam também compassivos, mas com temor, detestando até a roupa contaminada pela carne.

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24 E ao Deus que é poderoso para evitar que vocês tropecem e que pode apresentá-los irrepreensíveis diante da sua glória, com grande alegria, 25 a este que é o único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam a glória, a majestade, o poder e a autoridade, antes de todas as eras, agora, e por toda a eternidade. Amém!
Versículo 24
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Diego Vieira Dias em 21/01/2026

3. Os 5 Grandes Benefícios Espirituais da Salvação: Da Justificação à Glorificação (Rm. 8:30; Ef. 1:3)

4. A Santificação: Um Processo em Três Dimensões (Posicional, Progressiva e Plena)

O quarto benefício da salvação é a Santificação que é separação. Frequentemente, este termo gera dúvidas por parecer contraditório na experiência cristã: a Bíblia afirma que os crentes já são santos, mas ao mesmo tempo os exorta a serem santos. Para resolver essa aparente tensão, é necessário compreender que a santificação não é um evento único e estático, mas uma realidade que ocorre em três dimensões ou tempos distintos: Posicional, Progressiva e Plena.

A Santificação Posicional: "Já somos Santos"

A primeira dimensão refere-se à nossa posição legal e espiritual diante de Deus. No momento da conversão, o indivíduo é imediatamente separado do mundo e consagrado a Deus. O termo "santo" (do grego hagios) significa fundamentalmente "separado".

Por isso, o apóstolo Paulo dirige-se aos coríntios — uma igreja com muitos problemas morais e comportamentais — chamando-os de "santificados":

"À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos..." (1 Coríntios 1:2)

Nesta perspectiva, a santificação é um fato consumado. Não depende do grau de maturidade espiritual do indivíduo, mas da obra de Cristo que o separou do sistema mundano para pertencer exclusivamente a Deus.

A Santificação Progressiva: "Estamos nos tornando Santos"

Embora posicionalmente santos, na prática diária, o cristão ainda habita em um corpo mortal e enfrenta a luta contra o pecado. Aqui entra a Santificação Progressiva, que é o processo contínuo de abandono de velhos hábitos, vícios e mentalidades mundanas, substituindo-os por virtudes divinas.

Diferente da Justificação e da Regeneração, que são atos instantâneos, a Santificação Progressiva dura toda a vida terrena. É comparável ao crescimento de uma criança: após nascer (regeneração), ela precisa ser educada e amadurecer.

Este processo ocorre através da ação da Palavra de Deus e do Espírito Santo:

"Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17:17)

"Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver." (1 Pedro 1:15-16)

É importante frisar que, nesta etapa terrestre, a perfeição absoluta é inalcançável. Todos os crentes, ainda que em processo de melhoria, possuem falhas ("rugas e máculas"). A santificação envolve o ser humano integralmente — espírito, alma e corpo (1 Tessalonicenses 5:23) — moldando o caráter até o fim da vida.

A Santificação Plena: "Seremos totalmente Santos"

A terceira e última fase da santificação é futura e escatológica. Ela ocorrerá quando Cristo voltar para buscar a Sua Igreja. Neste momento, a obra de santificação será concluída, eliminando definitivamente a presença e a possibilidade do pecado na natureza humana.

"Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." (Efésios 5:27)

A promessa bíblica é que seremos apresentados "imaculados e jubilosos" diante da glória de Deus (Judas 1:24). Esta santificação plena está intrinsecamente ligada à transformação final do nosso ser, onde aquilo que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade. É o estágio onde a luta contra a carne cessa, pois a própria natureza pecaminosa será extinta, preparando o caminho para o benefício final da salvação: a Glorificação.

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